De acordo com a assessoria do gabinete  do ministro, Edson Fachin não retirou ainda o sigilo da delação de Funaro
Marcelo Camargo/Arquivo/Agência Brasil
De acordo com a assessoria do gabinete do ministro, Edson Fachin não retirou ainda o sigilo da delação de Funaro

A assessoria do gabinete do ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), disse, na noite deste domingo (15), que os vídeos dos depoimentos de Lúcio Funaro à Procuradoria-Geral da República (PGR) "não deveriam ter sido divulgados".

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Isso porque, de acordo com a assessoria, Edson Fachin não retirou ainda o sigilo da delação do operador financeiro.

Esse material, porém, foi enviado pelo STF ao presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), no dia 22 de setembro, e ficaram disponíveis no site da Câmara no dia 29.

Eles começaram a ser divulgados na última sexta-feira (13) e já causaram uma reviravolta no cenário político brasileiro.

Nos conteúdos divulgados, Funaro acusa a existência de um esquema de propina que envolveria o presidente Michel Temer e alguns de seus aliados, além do deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ).

O operador também conta as razões para ter visitado o advogado José Yunes, ex-assessor de Temer, em seu escritório. De acordo com ele, a visita foi realizada com o intuito de buscar R$ 1 milhão que deveria ser entregue a Geddel Vieira Lima.

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Nesta segunda-feira, o  irmão de Geddel, o deputado federal Lúcio Vieira Lima é alvo de uma operação da Polícia Federal por conta dos R$ 51 milhões encontrados em Salvador e atribuídos ao ex-ministro de Temer, que está em prisão domiciliar.

Reações dos aliados do presidente Michel Temer

A delação de Lúcio Funaro, considerado operador do PMDB, foi uma "encomenda remunerada" de Rodrigo Janot a Joesley Batista, afirmou o ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Moreira Franco. A afirmação foi feita neste domingo (15), por meio de publicação no Twitter.

Ainda ontem, o advogado do presidente Michel Temer, Eduardo Carnelós, divulgou uma nota se retratando, após ter classificado a divulgação dos vídeos da delação de Funaro como um "criminoso vazamento".

De acordo com o advogado, a divulgação dos vídeos na imprensa pode causar prejuízos ao presidente "Não se pode admitir o uso da palavra do confesso criminoso para influenciar os membros da Câmara, que votarão na CCJC o muito bem fundamentado parecer do deputado Bonifácio de Andrada, cuja conclusão é pela rejeição à solicitação de autorização para processar o presidente Temer ", opinou.

No entanto, na nota, ele disse que desconhecia a informação de que o material estava disponível na página oficial da Câmara dos Deputados.

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"Considerando os termos da decisão do Ministro Edson Fachin, eu não poderia supor que os vídeos tivessem sido tornados públicos. Somente fiquei sabendo disso por meio de matéria televisiva levada ao ar ontem", afirmou o advogado de Temer.

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