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Em relatório enviado à Procuradoria Geral da República, PF também acusa Moreira Franco, Eliseu Padilha, Geddel, Eduardo Cunha e Henrique Alves

Eduardo Cunha conversa com Moreira Franco durante convenção do PMDB; à frente, o presidente Michel Temer
Antonio Cruz/Agência Brasil
Eduardo Cunha conversa com Moreira Franco durante convenção do PMDB; à frente, o presidente Michel Temer

A Polícia Federal encontrou indícios no inquérito que apura a formação de uma organização criminosa formada por integrantes do PMDB da Câmara dos Deputados, incluindo o presidente da República Michel Temer, que desviava recursos de órgãos públicos.

As conclusões foram enviadas em um relatório para o Supremo Tribunal Federal (STF) nesta segunda-feira (11), pois entre os envolvidos, estão políticos com foro privilegiado no Supremo. Além de Temer, estão envolvidos os ex-deputados Eduardo Cunha, Henrique Alves, o ex-ministro Geddel Vieira Lima – presos em decorrência de diferentes investigações da PF - e os ministros Moreira Franco (Secretaria-Geral da Presidência) e Eliseu Padilha (Casa Civil), todos do PMDB .

De acordo com a Polícia Federal, os integrantes do partido se organizaram com o intuito de obter “vantagens indevidas” na administração pública direta e indireta. O grupo é acusa de corrupção ativa e passiva, lavagem de dinheiro, fraude em licitação e evasão de divisas.

Veja a nota na íntegra:

“Brasília/DF – A Polícia Federal concluiu na data de hoje (11/09), o inquérito 4327 do Supremo Tribunal Federal, instaurado para apurar crimes supostamente praticados pelo chamado grupo do “PMDB DA CÂMARA”, onde ficou comprovado indícios da prática do crime de organização criminosa (previsto no Artigo 1°, § 1° e Artigo 2° da lei n° 12.850/2013).

Integrantes da cúpula do partido, supostamente, mantinham estrutura organizacional com o objetivo de obter, direta e indiretamente, vantagens indevidas em órgãos da administração pública direta e indireta.

O grupo agia através de infrações penais, tais como: corrupção ativa, passiva, lavagem de dinheiro, fraude em licitação, evasão de divisas, entre outros crimes cujas penas máximas são superiores a 4 anos.”

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O STF deverá encaminhar o inquérito para a Procuradoria Geral da República (PGR), que ainda nesta semana irá apresentar nova denúncia contra Temer , a última com Rodrigo Janot comandando a instituição, o que deve servir de subsídios para essa denúncia.

Versões

Segundo a assessoria de imprensa do presidente Michel Temer, ele não participou e nem participa de nenhuma quadrilha, tampouco fez parte de qualquer “estrutura com o objetivo de obter, direta ou indiretamente, vantagens indevidas em órgãos da administração pública”.

“O presidente Temer lamenta que insinuações descabidas, com intuito de tentar denegrir a honra e a imagem pública, sejam vazadas à imprensa antes da devida apreciação pela Justiça", divulgou em nota ao jornal “Folha de São Paulo” .

A assessoria de Eliseu Padilha afirmou que só irá se pronunciar “se houver acusação formal contra ele que mereça resposta”.

Já Moreira Franco declarou que jamais teve participação em “qualquer grupo para a prática do ilícito”.

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