Rodrigo Maia (esq.) diz que governo de Michel Temer (centro) tem hoje só 280 votos para reforma da Previdência
Beto Barata/PR - 25.7.2017
Rodrigo Maia (esq.) diz que governo de Michel Temer (centro) tem hoje só 280 votos para reforma da Previdência

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), sinalizou nesta segunda-feira (4) que a base de apoio do Planlato perdeu força e que hoje está ainda mais difícil para o governo aprovar a proposta de reforma da Previdência . Considerado uma das principais apostas do Planalto para atingir o equilíbrio fiscal, o pacote de alterações nas regras para a aposentadoria está com a redação pronta desde maio, mas travou após o surgimento das denúncias do empresário Joesley Batista contra Temer.

Rodrigo Maia, que está exercendo a função de presidente da República durante a ausência de Michel Temer (em viagem à China), disse em evento voltado a empresários na capital paulista que espera levar a reforma da Previdência à votação no mês que vem, mas prevê dificuldades para aprovar a medida . "O problema não é a data, é ter voto para votar. Hoje tem menos votos do que antes”, declarou.

Mais estimou que, atualmente, o governo não é capaz de alcançar mais que 280 votos, quantidade abaixo dos 308 necessários para a aprovação de uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC), como a que altera as regras para a aposentadoria.

“É questão de trabalhar e mostrar a urgência para os parlamentares”, disse Maia, que garantiu ainda estar atuando "todos os dias" no convencimento dos deputados no tema que, segundo ele, ainda é polêmico. “Aprovada a reforma da Previdência ainda neste ano, o impacto na economia ano que vem vai ser muito forte e vai colaborar com a eleição de 2018”, disse.

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Nova denúncia contra Temer

Ao discorrer sobre uma eventual apresentação de nova denúncia por parte do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, contra Michel Temer, Maia disse que, caso isso de fato ocorra, a ideia é fazer com que a questão se encerre rapidamente para não prejudicar a agenda de reformas no Congresso Nacional.

Maia disse que respeitará as decisões da PGR, mas que, se não houver embasamento, a denúncia deverá arquivada. “Temos que começar a separar as coisas”, afirmou.

Além de defender a reforma da Previdência, Rodrigo Maia também saiu em defesa nesta manhã da proposta de privatizar empresas públicas. “Não precisamos privatizar para zerar o deficit público”, mas porque, em sua opinião, “nas mãos do setor privado [as empresas] são mais eficientes”, disse.

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