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Alex Ferreira/Câmara dos Deputados - 12.7.16
Da cadeia, ex-deputado Eduardo Cunha afirma que nunca esteve com os dois ao mesmo tempo

O ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha (PMDB-RJ) negou, nesta segunda-feira (4), que tenha sido ele quem apresentou o presidente Michel Temer ao doleiro Lúcio Funaro. A declaração foi divulgada por meio de uma nota, em referência à notícia da Globonews , publicada pela repórter Andréia Sadi.

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Segundo o blog da jornalista, Funaro já esteve com o presidente, e o encontro teve Cunha como intermediário, que levou o operador ao encontro de Temer quando ainda era vice-presidente. O doleiro pegaria uma carona com o deputado no voo da Força Aérea Brasileira, que também atendia o peemedebista.

De acordo com as informações do Palácio do Planalto, o presidente poderia ter conhecido Funaro nessa ocasião, no aeroporto de Congonhas, em São Paulo. Mas não passou de um encontro rápido, onde eles foram apenas apresentados e trocaram cumprimentos. No entanto, não foi confirmado se o ex-presidente da Câmara havia sido o interlocutor.

Preso em Curitiba, o deputado informou em nota que nunca esteve ao mesmo tempo com Funaro e Temer . E que se, em algum momento, eles foram apresentados, ele não participou.  Ele ainda admitiu já ter ido de carona com Funaro em Congonhas, mas segundo o documento divulgado o contato com o então vice-presidente da República seria “impossível”, já que o acesso era restrito.

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Veja os pontos ressaltados pelo político cassado em seu texto, na íntegra:

  1. Nunca estive ao mesmo tempo com os Srs. Lúcio Funaro e Michel Temer e tampouco os apresentei.
  2. Nunca tratei qualquer assunto ou fiz qualquer comentário a Lúcio Funaro sobre Michel Temer.
  3. Se algum momento o Sr. Lúcio Funaro foi apresentado a Michel Temer, não foi por meu intermédio.
  4. Lúcio Funaro já me deu carona para a base área de Congonhas, onde é impossível ter encontrado Michel Temer, já que o acesso do então Vice-Presidente Michel Temer à base se dá, por questões de segurança, pela porta central direto ao degrau da pista ou para a sala privada da Presidência da República, sem acesso a quem entra pelo saguão principal e não faz parte da lista de embarque.
  5. Não compactuarei com histórias inverídicas fruto de delações não comprovadas.

Lúcio Funaro, suspeito por ser operador de políticos do PMDB com a ajuda de Cunha, está preso desde 2016. Porém, desde semana passada o doleiro se tornou colaborador da Lava-Jato, quando assinou o acordo de delação premiada. O conteúdo de suas declarações foram enviados para o relator da operação no Supremo Tribunal Federal, o ministro Edson Fachin.

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