Tamanho do texto

Presidente usou o Twitter após críticas sobre encontro com senador; para ele, "teorias da conspiração são assunto de quem não tem o que fazer"

O presidente Michel Temer utilizou, neste domingo (20), sua conta no Twitter para responder às críticas a respeito de sua reunião com o senador Aécio Neves (PSDB-MG). Segundo ele, o encontro foi realizado para tratar de questões ligadas à Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig). O assunto, de acordo com o presidente, faz parte de uma pauta política e é discutido por governo, aliados e equipe econômica.

Leia também: Ministro abre mão de R$ 18 mil do salário e quer que exemplo seja seguido

"Senadores tratam dos assuntos de interesse de seu Estado. Nada mais normal. Teorias da conspiração são assunto de quem não tem o que fazer", disparou Temer . O governo pretende realizar um leilão de quatro usinas hidrelétricas da Cemig, que possuem concessões vencidas, como parte das estratégias para aumentar a arrecadação e cumprir a meta de deficit primário de R$ 159 bilhões , alterado na terça-feira (15).

Executiva do PSDB em São Paulo não poupou críticas ao encontro do senador Aécio Neves com o preisdente Michel Temer
Marcello Casal Jr/Agência Brasil - 12.5.16
Executiva do PSDB em São Paulo não poupou críticas ao encontro do senador Aécio Neves com o preisdente Michel Temer

Leia também: Gilmar estende habeas corpus a outros quatro presos na Operação Ponto Final

Em sua conta, o presidente afirmou ainda que não entre em assuntos internos de legendas que não a de seu partido, o PMDB. "Não o fiz, nem o faria em relação ao PSDB", disse. A situação de Aécio em seu partido se complicou após o senador ser gravado pela Polícia Federal enquanto negociava o recebimento de R$ 2 milhões com um dos proprietários da JBS, Joesley Batista, que fechou um acordo de delação premiada com a Procuradoria-Geral da República.


Repercussão negativa no PSDB paulista

A Executiva tucana de São Paulo reprovou a reunião de Aécio, que não foi mencionado na agenda oficial do presidente para sexta-feira. O vereador Mario Covas Filho, presidente do partido no estado, utilizou sua página no Facebook para afirmar que a legenda "repudia veementemente qualquer tentativa de articulação política partidária entre o presidente nacional do partido que está licenciado, Aécio Neves, e o presidente Michel Temer".

Leia também: Moro nega pedido de Lula para suspender novo depoimento na Lava Jato

Para Covas Filho, o encontro do senador com Temer causa "desconforto e embaraços" ao partido. "Prove sua inocência, senador, e aí sim retorne ao partido", disse. "Que fique claro: quem pode falar em nome do PSDB é quem está no exercício da presidência". Durante o afastamento de Aécio, quem ocupa a vaga de presidente do PSDB é o também senador Tasso Jereissati (CE).


* Com informações da Agência Brasil.