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Senador afirmou que o partido ficará na base mesmo que perca ministérios; tucano cobrou compromisso do Planalto com a Reforma da Previdência

Presidente afastado do PSDB, senador Aécio Neves participou de reunião nesta terça-feira com Michel Temer
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Presidente afastado do PSDB, senador Aécio Neves participou de reunião nesta terça-feira com Michel Temer

O senador Aécio Neves (PSDB-MG), que está afastado da presidência do partido, afirmou nesta terça-feira (15), que os tucanos irão permanecer na base de apoio ao governo federal, mesmo que perca ministérios. A declaração foi dada após reunião com o presidente Michel Temer (PMDB). 

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Apesar da garantia dada ao presidente, o senador Aécio Neves afirmou que a permanência do PSDB no governo está condicionada ao compromisso do Palácio do Planalto em aprovar medidas consideradas importantes pela legenda, como a Reforma da Previdência.

Desde a votação no dia 2 de agosto em que foi arquivada a denúncia da procuradoria-geral da República contra Temer na Câmara dos Deputados, partidos da base aliada têm pressionado o governo para obter ministérios atualmente ocupados por tucanos, pois o PSDB votou dividido na apreciação da denúncia. Dos 47 deputados tucanos, 22 votaram pelo arquivamento da denúncia, 21 pela investigação e quatro se ausentaram. Atualmente, os tucanos têm quatro ministérios: Cidades, Relações Exteriores, Secretaria de Governo e Direitos Humanos.

“Os cargos não são do PSDB, jamais foram. Os cargos são do presidente da República que tem toda a liberdade para utilizá-los da forma que achar melhor para o seu governo”, afirmou o presidente licenciado do partido. Segundo o tucano, o compromisso do partido não é com cargo, mas sim com as reformas.

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“Não pedimos cargos para o presidente no início do governo. Ele buscou o PSDB e nós liberamos para que o fizesse, quadros altamente qualificados e que prestam relevantes serviços ao país. Se, por determinadas circunstâncias, amanhã ele achar melhor ocupar esses cargos de outra forma, o PSDB continua tendo o mesmo compromisso com as reformas. Isso não altera um voto no PSDB”, disse o senador mineiro.

Aumento da meta

Sobre a elevação da meta do deficit fiscal, o presidente afastado do PSDB disse que não é “o melhor dos mundos”, mas a decisão possível diante da frustração de receitas. Aécio ponderou que o país ainda vive um momento “extremamente conturbado”, apesar de sinais de recuperação em alguns setores da economia e que, ao elevar o déficit fiscal, o governo age “com prudência”.

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“Não é o melhor dos mundos. Preferiríamos que não houvesse essa mudança na meta e insistimos nas conversas que tivemos com a área econômica e com o próprio presidente da República para que o esforço maior fosse feito na outra ponta, da inibição dos gastos, mas o governo, na ponta do lápis, aponta para frustração de receitas e gastos irremovíveis, que não são flexíveis, que são obrigatórios. Infelizmente, vamos ter uma sinalização que não é a mais adequada, mas que, segundo o governo, é a sinalização possível”, finalizou Aécio Neves.


* Com informações da Agência Brasil