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Deputado havia feito parecer na CCJ favorável à continuação das investigações contra o presidente; parlamentar está sem partido agora

Deputado Sérgio Zveiter (PMDB-RJ) apresentou seu parecer favorável a admissão da denúncia contra Michel Temer
Reprodução/Twitter
Deputado Sérgio Zveiter (PMDB-RJ) apresentou seu parecer favorável a admissão da denúncia contra Michel Temer

O deputado Sergio Zveiter (RJ) pediu sua desfiliação do PMDB nesta sexta-feira (11). O parlamentar foi relator da denúncia apresentada pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, contra o presidente Michel Temer, na Câmara dos Deputados. O documento foi entregue na presidência do diretório do partido no Rio de Janeiro.

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Na carta, Zveiter relata que passou a sofrer represália do partido depois que emitiu parecer favorável ao prosseguimento da acusação contra Michel Temer pelo crime de corrupção passiva. Ele ainda argumentou que a denúncia era grave e deveria ser investigada pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

Seu relatório não foi aprovado pela maioria dos membros da Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ). Na votação no plenário da Câmara no dia 2 de agosto, que também teve o pedido negado, Zveiter manteve seu voto pelo deferimento da autorização da denúncia.

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“Após a divulgação do parecer de minha relatoria, passei a sofrer ameaças de represálias e ameaças de expulsão oriundas da direção do partido e de outros membros do PMDB que atuaram em prol do arquivamento sumário das denúncias. Tudo registrado por diversos meios de comunicação, daí meu pedido de desfiliação”, diz trecho do documento. A assessoria do deputado afirmou que ele está sem partido, por enquanto.

Denúncia contra Temer

O ministro do STF Edson Fachin decidiu, na quinta-feira (10), suspender a tramitação da denúncia da PGR contra Temer . A decisão foi tomada após a Câmara dos Deputados rejeitar o pedido de autorização para abertura da ação penal, na semana passada.

Com a decisão, a denúncia contra Michel Temer ficará suspensa até o fim do ano que vem, quando o presidente deixará o mandato e poderá voltar a ser investigado na primeira instância da Justiça ou novamente no Supremo , se assumir algum cargo com foro privilegiado no governo federal. No caso do ex-deputado federal Rodrigo Rocha Loures, que também foi denunciado, ele responderá às acusações na primeira instância da Justiça Federal em Brasília.

* Com informações da Agência Brasil

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