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Defesa disse em nota que as acusações foram "investigadas por três anos" e arquivadas por "total falta de provas", logo, reabertura seria 'injustificável'

Procuradoria reabre investigação contra Lula no Mensalão; caso havia sido arquivado pela Polícia Federal em 2015
shutterstock/Reprodução
Procuradoria reabre investigação contra Lula no Mensalão; caso havia sido arquivado pela Polícia Federal em 2015

A Procuradoria da República em Brasília e a Polícia Federal reabriram, na noite desta quarta-feira (10), uma investigação contra o ex-presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva  (PT) sobre um suposto pagamento de propina que teria ocorrido durante o chamado Mensalão .

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Arquivada há dois anos, a investigação contra Lula estava engavetada porque a PF informou, em 2015, que não era possível rastrear o dinheiro envolvido no suposto pagamento de propina.

Os policiais começaram a investigar a denúncia, após acusação feita pelo publicitário Marcos Valério durante um depoimento à PF em 2012, de que o ex-presidente petista sabia e foi beneficiado por um pagamento feito pela Portugal Telecom ao Partido dos Trabalhadores (PT) no valor de US$ 7 milhões. A abertura do caso, de fato, ocorreu em 2013.

Em 2015, o processo foi arquivado. Porém, no início do ano passado, um juiz da 10ª Vara Criminal Federal de Brasília discordou do relatório e, quando isso acontece, é preciso que o caso seja reavaliado pela Câmara de Coordenação e Revisão da Procuradoria-Geral da República.

Reabertura das investigações

Neste mês, no entanto, os procuradores revisaram o processo e concordaram que, devido aos fatos novos que surgiram, a investigação deve prosseguir.

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Em nota, a assessoria do ex-presidente se manifestou sobre o caso e disse que as acusações foram "investigadas por três anos".

"Ambos os Ministérios Públicos de Portugal e do Brasil pediram o arquivamento delas por total falta de provas. Não há nada, portanto, que justifique a reabertura dessa investigação agora", escreveram os assessores do ex-presidente.

O Mensalão investigou o pagamento de "mesadas" para que parlamentares aprovassem medidas e projetos enviados pelo Executivo nas votações da Câmara dos Deputados e do Senado . Valério foi um dos condenados no caso a 40 anos de prisão. Na época em que o caso veio à tona, Lula classificou as declarações contra ele como mentirosas. 

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* Com informações da Agência Ansa.

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