Tamanho do texto

Candidato do PDT (39% dos votos) e senador do PMDB (24%) foram os mais votados para substituir governador que teve o mandato cassado pelo TSE

Serão utilizadas mais de 7 mil urnas eletrônicas na eleições suplementares do Amazonas, neste domingo
Nelson Jr./ ASICS/ TSE
Serão utilizadas mais de 7 mil urnas eletrônicas na eleições suplementares do Amazonas, neste domingo

Mais de 2 milhões de eleitores foram às urnas neste domingo (6) para escolher o novo governador do Amazonas. Com mais de 96% das urnas apuradas, já foi definido que haverpa segundo turno entre os candidatos Amazonino Mendes (PDT) e Eduardo Braga (PMDB). A nova data de votação está marcada para o dia 27 deste mês.

Leia também: Candidata ao governo do Amazonas tem registro indeferido pelo TRE

O candidato do PDT foi o mais votado na eleição deste domingo, sendo o escolhido por mais de 559 mil eleitores do Amazonas (39% dos votos). Senador pelo PMDB, Eduardo Braga obteve 24% dos votos. Os demais candidatos foram: Rebecca Garcia (PP), com 18% dos votos; José Ricardo (PT), com 12%; Luiz Castro (Rede), com 2%; Wilker Barreto (PHS), com 1,5%; Marcelo Serafim (PSB), com 1,3%. Os candidatos Jardel (PP) e Liliane Araújo (PPS) não chegaram a atingir a marca de 1% dos votos válidos.

A eleição suplementar no Amazonas foi definida após a cassação dos mandatos do ex-governador, José Melo (PROS), e do seu vice, Henrique Oliveira, punidos por compra de votos nas eleições de 2014. Por enquanto, o governo está nas mãos do presidente da Assembleia Legislativa do estado, Davi Almeida (PSD), que assumiu o governo interinamente.

Quem vencer as eleições não poderá ser diplomado até que os recursos do governador cassado e do vice dele, também cassado, sejam julgados. Essa foi uma determinação do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Ricardo Lewandowski.

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Gilmar Mendes, destacou o ineditismo das eleições de hoje e elogiou a integração entre Justiça Eleitoral e Forças Armadas para a realização do pleito.

“Sem dúvida nenhuma, sem o menor exagero, nós temos talvez, em termos de logística no estado do Amazonas, as eleições mais difíceis do Brasil. Isso exige uma série de providências e, para isso, é fundamental a integração que aqui se vê, entre todas as autoridades, especialmente entre a Justiça Eleitoral e as Forças Armadas. Numa eleição excepcional, como todos sabem”, ressaltou o ministro em coletiva para a imprensa no Tribunal Regional Eleitoral do estado (TRE-AM). 

Eleitores e locais de votação

Segundo o Tribunal Regional Eleitoral (TRE-AM), a unidade federativa amazonense possui 61 zonas no interior e 13 na capital. Ao todo, são 7.262 seções eleitorais distribuídas em 1.508 locais de votação.

Leia também: Amazonas terá eleição no domingo para escolha de sucessor de governador cassado

O número de eleitores também é grande. Do total de pessoas aptas a votar, 1.274.399 estão em Manaus, capital do estado. O número representa um aumento de 2,5%, se comparado com as eleições de 2014, quando havia 1.243.844 eleitores na capital.

Ainda de acordo com o TRE-AM, ao todo, foram utilizadas hoje mais de 7 mil urnas eletrônicas. Destas, 3.500 estão localizadas em Manaus. Assim como no pleito tradicional, as seções eleitorais, onde ficam instaladas as urnas, ficaram abertas das 8h às 17h.

Na eleição direta, 1.533.848 dos eleitores puderam votar pelo sistema biométrico em Manaus. E, 804.189 sem biometria. Esse método de votação é válido apenas para Manaus e para outras nove cidades.

Mais eleições

Além do estado amazonense, os municípios de Primeiro de Maio (PR), Nova Fátima (PR) e Miguel Leão (PI) realizam neste domingo eleições para definir prefeitos e vice-prefeitos. O novo pleito ocorre após a Justiça eleitoral determinar o afastamento dos candidatos eleitos em 2016.

Na cidade piauiense, Joel de Lima (PSD), conhecido como Professor Joel, foi eleito com 714 votos (53,52 %) e, com Jailson de Sousa (PT), vice na chapa, teve o registro cassado por abuso de poder político e econômico, por ter participado de inaugurações enquanto concorria à eleição. Embora tenha seguido com a candidatura até a última instância, Lima foi condenado a oito anos de inelegibilidade, restrição que se encerra somente em 2024.

Em Nova Fátima (PR), o candidato mais votado, José Ali Mehanna (PS B), conhecido como Dr. José, foi impedido de assumir o cargo por se enquadrar na Lei da Ficha Limpa. Já em Primeiro de Maio (PR), município com pouco mais de 11 mil habitantes, o Tribunal Superior Eleitoral considerou Mário Casanova (PP) inelegível. A corte manteve a decisão do Tribunal Regional Eleitoral do estado. 

Leia também: Presidente da Assembleia do Amazonas assume após cassação do governador

Tanto no Amazonas, quanto nos municípios citados, o eleitor que não puder votar deve justificar a ausência em até 60 dias. O requerimento pode ser protocolado em qualquer zona eleitoral.

* Com informações da Agência Brasil.