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Segundo o órgão, a jornalista Liliane Araújo não tem registro de filiação partidária; eleições para governador no estado acontecerão em 6 de agosto

Liliane Araújo é candidata ao governo do Amazonas, depois do então mandante do estado ter seu cargo cassado
Reprodução/Facebook
Liliane Araújo é candidata ao governo do Amazonas, depois do então mandante do estado ter seu cargo cassado

Nesta terça-feira (11), o pleno do Tribunal Regional Eleitoral do Amazonas (TER-AM) indeferiu a candidatura da jornalista Liliane Araújo (PPS) ao governo do Amazonas na eleição suplementar de agosto. A decisão já havia sido sinalizada como favorável pelo Ministério Público Eleitoral (MPE) por entenderem que ela não possui qualquer filiação partidária no registro eleitoral.

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“Foi deferida a chapa da Liliane. Ela e o vice, o Cabo Lobo. Ela não tem filiação partidária. Está concorrendo por um partido, o PPS, porém é filiada a outro partido. Isso é um dos requisitos para o registro de candidatura. Como ela não preencheu esse requisito, o registro dela foi indeferido”, declarou o secretário judiciário do TRE do Amazonas , Waldinei Siqueira.

No dia 6 de agosto, o estado terá uma nova eleição para substituir o cargo do então governador José Melo (Pros), e do vice, Henrique Oliveira (SD), que tiveram seus mandatos cassados por compra de votos durante as votações diretas no estado em 2014.

No momento, o presidente da Assembleia Legislativa do Amazonas, David Almeida (PSD), assumiu a liderança do estado interinamente até a posse do eleito no mês que vem.

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Partido vai recorrer

De acordo com Siqueira, o PPS tem até três dias para recorrer da decisão ou indicar um novo nome. “Se ela recorrer ao TSE, o status dela será indeferida com recurso. Nesse caso, ela vai pras urnas, aparece a foto [como candidata], só que os votos dela não irão para a totalização. Esses votos só serão disponibilizados após um possível deferimento pelo TSE”, esclareceu o secretário judiciário do TRE.

A jornalista já informou que vai recorrer para provar que está filiada ao PPS e que a campanha não irá parar. “Vou continuar nas ruas e nas redes sociais pedindo voto e vamos aguardar porque tem recurso. O que quiseram fazer desde o início é alegar que eu tenho dupla filiação e isso não existe. Eu quero afirmar também que estou filiada ao PPS desde 25 de novembro de 2016", afirmou Liliane.

O partido também está do lado da candidata, e informou que ela está apta a disputar a eleição. Para o PPS o que pode ter acontecido é que, de dezembro de 2016 a maio de 2017, um processo de intervenção ocorreu, devido à mudança de direção ocorrida simultaneamente com as alterações dos sistemas da Justiça Eleitoral, e, por isso, a formalização da filiação partidária foi feita em processo físico.

*Com informações da Agência Brasil

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