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Segundo ministro da Secretaria de Governo da Presidência da República, seu partido, o PSDB, continuará apoiando o governo, mesmo após as denúncias

Antonio Imbassahy, falou à imprensa pouco depois de Temer ter sido notificado sobre sobre a denúncia de corrupção passiva
Agência Câmara
Antonio Imbassahy, falou à imprensa pouco depois de Temer ter sido notificado sobre sobre a denúncia de corrupção passiva

Para o ministro da Secretaria de Governo da Presidência da República, Antonio Imbassahy, a denúncia oferecida contra o presidente Michel Temer (PMDB) não deve paralisar os trabalhos do Congresso Nacional.

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Segundo Imbassahy, que é integrante do PSDB e ministro responsável pela articulação política do Planalto, seu partido continua apoiando o governo de Temer e, mesmo diante das acusações, “nada mudou”.

"O PSDB já fez uma reunião, uma Executiva ampliada, há três semanas, e tomou uma decisão por ampla maioria em permanecer no governo, apoiar as reformas e acompanhar as investigações. Foi essa a posição que o PSDB tomou e está mantida", declarou.

Sobre as atividades no Congresso, o tucano ressaltou que ”a Câmara tem uma pauta própria, específica. É claro que [a denúncia] é uma proposta absolutamente importante, mas não vai de forma nenhuma paralisar o Congresso Nacional”.

O ministro citou outros momentos de tensão política ocorridos nos últimos meses, em que o Congresso permaneceu trabalhando normalmente, tomando decisões importantes para o país, como a aprovação da reforma trabalhista na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, ocorrida na última quarta-feira (28).

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Denúncias contra Temer

As declarações de Imbassahy foram feitas pouco depois de Temer ter sido notificado sobre a denúncia de corrupção passiva pelo primeiro-secretário da Câmara, deputado Fernando Lucio Giacobo (PR-PR). A acusação foi feita pela Procuradoria-Geral da República, e será a décima sessão em que o presidente terá que apresentar defesa.

Questionado sobre a escolha do deputado que vai relatar o caso, o ministro afirma que cabe exclusivamente ao presidente da CCJ, deputado Rodrigo Pacheco (PMDB-MG). "Tem que respeitar a avaliação que ele vai fazer. Naturalmente, será uma pessoa de grande qualificação, que tem uma biografia, que tem um currículo bem conhecido, notável. A gente tem que confiar nas instituições", declarou.

De acordo com o tucano as denúncias feitas pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, que foram feitas fatiadas, não deveriam ter ocorrido dessa maneira. "Não conheço, sinceramente, a opinião da base aliada [sobre votar todas as denúncias em conjunto ou não]. Evidentemente que isso vai ser analisado dentro do rigor do conhecimento da Constituição e da Câmara, vamos aguardar. Realmente, fazer um fatiamento não é uma coisa que ajuda o país, porque vai piorar a expectativa, vai sempre se gastar energia quando você podia fazer uma coisa de maneira concentrada", afirmou.

*Com informações da Agência Brasil

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