Segundo a Polícia Federal, Pezão foi citado em diálogos entre envolvidos na Operação Calicute
Fernando Frazão/ Agência Brasil - 23.12.15
Segundo a Polícia Federal, Pezão foi citado em diálogos entre envolvidos na Operação Calicute

Relatório da Polícia Federal dirigido ao juiz Marcelo Bretas, da 7ª Vara Criminal Federal, aponta supostas ligações do atual governador do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão (PMDB), com um dos réus da Operação Calicute, Luiz Carlos Bezerra. De acordo com o relatório, que data de 13 de junho deste ano, Bezerra é identificado como “pessoa que fazia o manejo de valores, realizando pagamentos, investimentos e acertos para organização criminosa [OCRIM] cujo líder era Sérgio Cabral”. A Calicute é um desdobramento da Operação Lava Jato.

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O relatório da Polícia Federal traz uma relação de bens apreendidos na casa de Bezerra, quando foi deflagrada a Calicute, em novembro de 2016, incluindo agendas, pendrives, notebooks e telefones celulares. Em um desses aparelhos, os agentes identificaram trocas de mensagens por meio do aplicativo WhatsApp que, segundo a investigação, “podem servir de elementos probatórios que vinculam o governador atual do estado, Luiz Fernando Pezão, a integrantes da OCRIM chefiada pelo ex-governador do estado Sergio Cabral”.

Em trechos de conversas do WhatsApp no celular apreendido, a PF apontou dois diálogos que citariam o governador Pezão . Em um deles, está escrito “Fiel left 2 pernas”, o que seria, ainda de acordo com a corporação, uma alusão a R$ 200 mil, pois cada “perna” seria R$ 100 mil.

Em outro trecho do relatório, a PF destacou a expressão “Pezão galo na 2ª”, o que seria, de acordo com os agentes, alusão a R$ 50 mil a serem entregues ao governador.

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O governo do estado foi procurado para se pronunciar sobre o relatório da PF e negou participação de Pezão em negócios criminosos. “O governador reafirma que nunca recebeu recursos ilícitos e continua à disposição da Justiça para esclarecimentos”, disse a assessoria do governo.

Carlos Emanuel

Nesta quarta-feira, o STJ (Superior Tribunal de Justiça) negou pedido de habeas corpus a Carlos Emanuel de Carvalho Miranda , sócio e amigo do ex-governador do Rio de Janeiro Sérgio Cabral (PMDB).

Carlos Emanuel foi preso preventivamente pela Polícia Federal no dia 17 de novembro do ano passado em decorrência das investigações da Operação Lava Jato. Ele é acusado de receber vantagens indevidas em contrato celebrado entre a Andrade Gutierrez e a Petrobras para realização de obras de terraplenagem no Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj).


* Com informações da Agência Brasil

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