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Ex-presidentes da Câmara dos Deputados são acusados de receber pelo menos R$ 11,5 milhões em propinas de empreiteiras; ambos estão presos

Eduardo Cunha (foto) e Henrique Alves já presidiram a Câmara; Cunha está no Complexo Médico Penal do Paraná
José Cruz/Agência Brasil - 13.07.2016
Eduardo Cunha (foto) e Henrique Alves já presidiram a Câmara; Cunha está no Complexo Médico Penal do Paraná

O Ministério Público Federal (MPF) do Rio Grande do Norte apresentou à Justiça Federal, no fim da noite desta terça-feira (20), uma denúncia contra os ex-presidentes da Câmara dos Deputados Henrique Eduardo Alves e Eduardo Cunha, além de outros quatro envolvidos em esquemas de corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa.

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De acordo com a denúncia, os ex-parlamentares são acusados de receber pelo menos R$ 11,5 milhões em propinas de empreiteiras, sem contar R$ 4 milhões repassados a clubes de futebol. Tanto Henrique Alves quanto Eduardo Cunha estão presos.

Tal denúncia do MPF ocorre no âmbito da Operação Manus, desdobramento da Lava Jato, deflagrada no último dia 6 de junho. 

Cunha já estava no Complexo Médico Penal do Paraná quando a Justiça Federal, a pedido do MPF no Rio Grande do Norte, acatou novo mandado de prisão preventiva contra ele e Henrique Alves , que, por sua vez, foi preso pela Polícia Federal (PF) em sua residência, em Natal, e atualmente está na Academia de Polícia Militar do estado.

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Os quatro outros envolvidos que também foram denunciados foram Leo Pinheiro, presidente da OAS e que está preso na PF no Paraná; o executivo da Odebrecht Fernando Luiz Ayres da Cunha, que vem colaborando com as investigações; o empresário e ex-secretário de Obras de Natal Carlos Frederico Queiroz Batista da Silva, conhecido como Fred Queiroz, atualmente preso no Quartel da Polícia Militar em Natal; e o empresário Arturo Silveira Dias de Arruda Câmara, sócio da Art&C Marketing Político Ltda., com sede na capital potiguar.

Moro deixa de julgar um caso de Cunha

Ainda nesta terça-feira (20), o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Edson Fachin, relator dos processos da Operação Lava Jato na Corte, aceitou o pedido da defesa de Eduardo Cunha e decidiu retirar das mãos do juiz Sérgio Moro uma das investigações contra o ex-deputado . O caso será remetido à Justiça Federal do Distrito Federal.

* Com informações da Agência Brasil.

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