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Empresário foi ouvido novamente, nesta segunda-feira, no processo que investiga ex-presidente por suposto recebimento de propina da empreiteira

Emílio Odebrecht é testemunha de acusação no processo em que o ex-presidente Lula é acusado de receber propina
Reprodução/vídeo
Emílio Odebrecht é testemunha de acusação no processo em que o ex-presidente Lula é acusado de receber propina

O juiz federal Sérgio Moro, responsável pela Operação Lava Jato na primeira instância, ouviu novamente nesta segunda-feira (12) o ex-presidente executivo e atual presidente do Conselho de Administração da empreiteira Odebrecht, Emílio Odebrecht. O novo depoimento foi um pedido da defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

O empresário é testemunha de acusação no processo  em que o ex-presidente é suspeito de receber propina da empreiteira por meio de um terreno que seria comprado para a construção de uma nova sede para o Instituto Lula , além de um apartamento vizinho ao que o ex-presidente mora, em São Bernardo do Campo, no ABC Paulista.

A sessão durou pouco mais de seis minutos e ocorreu por meio de videoconferência. Apenas Cristiano Zanin Martins, advogado do ex-presidente, fez perguntas a Emílio Odebrecht. O empresário disse que não se envolveu nos oito contratos firmados entre a empreiteira e a Petrobras, que são citados na ação penal. Ele também disse não saber se tais contratos estavam condicionados à aquisição de um imóvel para o instituto do ex-presidente.

O advogado do ex-presidente lembrou, então, que Emílio Odebrecht afirmara, em depoimento anterior, ter se encontrado com o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso para discutir o projeto Gás Brasil, que também incluía a Bolívia. Cristiano Martins perguntou ao empresário se era comum que ele debatesse assuntos relacionados a óleo e gás com presidentes da República. “Sem dúvida nenhuma”, respondeu.

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Emílio Odebrecht também disse que conhece Gilberto Carvalho, que foi titular da Secretaria-Geral da Presidência da República no governo do ex-presidente petista, e negou ter conhecimento se o Grupo Odebrecht contratou o escritório Baker Mckenzie para buscar um acordo de leniência com autoridades estrangeiras.

Recurso aceito

O empresário Emílio Odebrecht  voltou a ser ouvido nessa ação penal em razão de um recurso impetrado pelos advogados do ex-presidente. Eles alegaram que o Ministério Público Federal ( MPF ) incluiu documentos ao processo sem tempo hábil para serem verificados antes da oitiva do empresário. O argumento foi acolhido pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4).

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Nesta segunda-feira (12), foram ouvidas nove pessoas, entre elas o ex-ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, e o ex-governador do Rio Grande do Sul e ex-ministro do governo Lula Tarso Genro. Eles são testemunhas de defesa de Lula.

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