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Ex-assessor de Temer ficou calado durante interrogatório por orientação de sua defesa; Loures está preso em cela para nove detentos na Papuda

Rocha Loures é alvo de inquérito aberto contra o presidente Michel Temer no Supremo Tribunal Federal
Reprodução/Globonews
Rocha Loures é alvo de inquérito aberto contra o presidente Michel Temer no Supremo Tribunal Federal

O ex-assessor especial do presidente Michel Temer e ex-deputado Rodrigo Rocha Loures (PMDB) permaneceu em silêncio durante seu primeiro depoimento à Polícia Federal , prestado nesta sexta-feira (9). No termo de declaração da PF, o ex-deputado alegou apenas que permaneceria calado “por orientação da sua defesa técnica".

Rocha Loures está preso preventivamente por decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Edson Fachin. Ele é alvo do inquérito aberto contra o presidente Temer no Supremo para apurar eventuais crimes denunciados na delação premiada de ex-executivos da JBS.

Preso desde o último sábado (3) , Loures foi transferido na quarta-feira (7) da carceragem da Superintendência da PF no Distrito Federal para o Complexo Penitenciário da Papuda , também em Brasília. De acordo com a Subsecretaria do Sistema Penitenciário do DF, o peemedebista foi alocado na "ala de vulneráveis" da Papuda, em uma cela com capacidade para abrigar nove detentos.

O ex-assessor de Temer na Presidência da República é investigado por supostamente ter atuado, por indicação do presidente, para favorecer os interesses do grupo JBS junto ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade). Loures foi gravado recebendo mala com R$ 500 mil enviados pelos sócios da JBS, valor que seria a primeira parcela de uma espécie de 'mesada' a ser paga pelo grupo empresarial durante 20 anos ao ex-assessor e a Michel Temer .

Ele foi preso após Fachin atender a pedido entregue pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, na semana passada. Na condição de deputado federal, Loures detinha foro privilegiado, mas acabou perdendo a prerrogativa após o titular do mandato, Osmar Serraglio, recusar convite de Temer para assumir o Ministério da Transparência e retomar seu posto na Câmara dos Deputados.

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Cabelo raspado

A defesa de Loures pediu no início desta semana que o ministro Edson Fachin determinasse que lhe fossem "assegurados todos os direitos fundamentais não abrangidos pela decretação de prisão preventiva". 

Como exemplo de direitos aos quais Rocha Loures tem direito estava o pedido para “que não se lhe raspe o cabelo”. O ministro Edson Fachin não se manifestou acerca dessa solicitação específica.

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