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Declaração foi feita, nesta quarta, em um evento do agronegócio; enquanto isso, cassação da chapa do atual presidente voltou a ser discutida no TSE

Michel Temer disse que além de gerar empregos e movimentar a economia, o setor agropecuário gera otimismo no País
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Michel Temer disse que além de gerar empregos e movimentar a economia, o setor agropecuário gera otimismo no País

O presidente Michel Temer afirmou, nesta quarta-feira (7), que está motivado a “conduzir o governo até 31 de dezembro de 2018”. A declaração do presidente foi feita durante um evento do setor agropecuário. Ao se dirigir a uma plateia composta por entidades e produtores do setor, e de máquinas e equipamentos, Temer disse que além de gerar empregos e movimentar a economia, o setor agropecuário gera otimismo para o País.

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Michel Temer ressaltou, em seu discurso, durante o anúncio da liberação de R$ 190,25 bilhões para o Plano Agrícola e Pecuário 2017/2018, a qualidade da agropecuária brasileira e seus efeitos na geração de emprego, renda e no crescimento do Brasil.

“Em 2016, sua participação [do setor agropecuário] nas exportações chegou à casa dos 40% [do PIB], daí nossa prioridade dada ao campo”, disse o presidente ao destacar que a abertura de mercados para os produtos brasileiros têm sido permanente.

Ao se dirigir aos representantes do setor de máquinas e equipamentos, o presidente disse que, ao crescer, a agricultura aumenta também a atividade industrial, além de oferecer mais alimentos à população.

“Quando participo de uma solenidade dessa natureza, como participamos há poucos dias da questão da agricultura familiar, digo com satisfação extraordinária que vocês dão uma injeção de otimismo em nosso país. E é com essa alma, essa animação, esse vigor, e com essa revitalização que esta solenidade provoca no governo, que nós vamos conduzir o governo até 31 de dezembro de 2018”, disse Temer.

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Cassação no TSE

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) encerrou às 13h desta quarta-feira (7), após quatro horas de discussões, a segunda sessão do julgamento da ação na qual o PSDB pede a cassação da chapa que elegeu Dilma Rousseff presidente da República e Temer como vice, em 2014.

O processo que apura suposto abuso político e eleitoral na campanha da chapa Dilma-Temer tramita no TSE há mais de dois anos e teve o julgamento suspenso em março deste ano. Na sessão desta terça, por unanimidade, os ministros rejeitaram questões preliminares que impediriam o prosseguimento da ação e o julgamento do mérito da cassação, que não foi analisado na última sessão.

Após o voto do relator, ministro Herman Benjamin, deverão votar os ministros Napoleão Nunes Maia, Admar Gonzaga, Tarcisio Vieira, Rosa Weber, Luiz Fux, e o presidente do tribunal, Gilmar Mendes. Um pedido de vista para suspender o julgamento não está descartado.

As defesas do presidente peemedebista e da ex-presidente petista  também se manifestaram na sessão desta terça. O advogado dela considerou a acusação do PSDB de “inconformismo de derrotado”. Já os advogados de Michel Temer defenderam a manutenção do mandato do presidente e afirmaram que ele, então vice-presidente, não cometeu nenhuma irregularidade.

* Com informações da Agência Brasil

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