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Saída de Sandro Mabel acontece um dia após a demissão do ex-assessor especial do presidente Tadeu Filippelli – preso ontem pela Polícia Federal

Sandro Mabel deixou o governo de Michel Temer; com isso, ele já é o quarto assessor do presidente a sair do Planalto
Reprodução/ Sindbancarios
Sandro Mabel deixou o governo de Michel Temer; com isso, ele já é o quarto assessor do presidente a sair do Planalto

O até então assessor especial da Presidência da República, Sandro Mabel, entregou uma carta pedindo sua demissão do cargo para o presidente Michel Temer (PDMB). na noite desta quarta-feira (23).

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Com isso, já são quatro os assessores de Michel Temer que deixaram o Palácio do Planalto desde a sua posse. Além de Mabel, já saíram José Yunes, Rodrigo Rocha Loures e, recentemente, Tadeu Filippelli.

Preso pela Polícia Federal, na manhã desta terça-feira (23), na Operação Panatenaico – que investiga uma organização criminosa que teria fraudado e desviado recursos das obras de reforma do estádio Mané Garrincha para a Copa do Mundo de 2014 – Fillippelli foi demitido pelo presidente ainda nesta terça.

Desligamento de Sandro Mabel no Planalto

Mabel também está com o nome sujo. No rastro da Operação Lava Jato, ele foi acusado por delator de ter pedido dinheiro para aprovar uma emenda e uma medida provisória em 2004.

Apesar das acusações, Mabel nega qualquer ato ilícito.

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De acordo com o jornal Folha de S.Paulo , o agora ex-assessor especial de Temer já vinha dizendo há semanas que deixaria o cargo, mas a saída de Tadeu Filippelli acelerou o seu processo de desligamento.

Na carta deixada ao presidente, Mabel afirma ter "muito orgulho" por ter participado do governo ao lado do peemedebista, em busca de um "Brasil melhor".

Ele ainda conta que incentivou Temer a assumir o comando da presidência e que, como prometido a ele, ficaria no governo apenas os primeiros 120 dias de sua gestão.

"Como lhe afirmei desde o primeiro momento, nunca tive a intenção de assumir cargo público, e que lhe ajudaria até que se tornasse definitivamente o Presidente do Brasil", escreveu o braço-direito do presidente.

"No início de dezembro passado, lhe expliquei que precisava voltarpara casa, como havia prometido à minha mulher e a meus filhos, mas atendi a seu pedido para que ficasse mais 120 dias", acrescentou. 

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Tais 120 dias se completaram no dia 30 de março e, segundo a carta, Michel Temer e Sandro Mabel concordaram em planejar o desligamento para esta quarta-feira.

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