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Tadeu Fillippelli – que foi preso por crime supostamente cometido quando era vice-governador do DF – terá a exoneração publicada no DOU amanhã

Filippelli, assessor especial de Michel Temer, foi preso nesta terça-feira, na Operação Panatenaico da PF
Reprodução/Youtube
Filippelli, assessor especial de Michel Temer, foi preso nesta terça-feira, na Operação Panatenaico da PF

Preso na manhã desta terça-feira (23) pela Polícia Federal, o assessor especial de Michel Temer (PMDB), que atua no gabinete pessoal do presidente da República, Tadeu Fillippelli (PMDB), foi demitido na tarde desta terça-feira.

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A portaria de exoneração de Fillippelli foi encaminhada pelo Palácio do Planalto e deverá ser publicada na edição desta quarta-feira (24) do Diário Oficial da União (DOU). O assessor de Michel Temer foi preso na Operação Panatenaico, que investiga uma organização criminosa que teria fraudado e desviado recursos das obras de reforma do estádio Mané Garrincha para a Copa do Mundo de 2014.

Em decorrência da prisão de Fillippelli, essa foi a primeira atitude de Temer ao chegar no Planalto nesta terça. A exoneração deverá ser assinada pelo ministro-chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha. 

Com isso, Tadeu Fillippelli passa a ser o terceiro assessor de Temer a ser derrubado. Antes dele, José Yunes e Rodrigo Rocha Loures acabaram afetados por denúncias.

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Operação da Polícia Federal

Também na Operação Panatenaico , os ex-governadores do Distrito Federal Agnelo Queiroz e José Roberto Arruda foram presos. Fillippelli era vice de Queiroz e os advogados de defesa dos dois disseram que só vão se pronunciar após terem acesso a todas as informações das investigações.

De acordo com a PF, a obra, orçada em cerca de R$ 600 milhões, custou mais de R$ 1,5 bilhão. "O superfaturamento, portanto, pode ter chegado a quase R$ 900 milhões".

Cerca de 80 policias federais cumpriram 15 mandados de busca de apreensão, dez de prisão temporária, além de três conduções coercitivas. As medidas judiciais foram todas determinadas pela 10ª Vara da Justiça Federal no Distrito Federal (DF) e as ações ocorreram em Brasília e em outras cidades do DF.

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No Planalto, a assessoria de Michel Temer busca esclarecer que o motivo da prisão de Filippelli tem a ver com atos ocorridos antes dele ter chegado ao Planalto, quando fazia parte do governo do Distrito Federal.

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