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Petista negou ter negociado doações para campanhas eleitorais por meio de caixa dois e desmentiu a informação de que fez alertas sobre a Lava Jato

Ex-presidente Dilma Rousseff afirmou que o processo é político e que, ao fim,
Reprodução/Facebook
Ex-presidente Dilma Rousseff afirmou que o processo é político e que, ao fim, "a verdade virá à tona"

A ex-presidente Dilma Rousseff (PT) negou as informações passadas à Justiça pelo casal de marqueteiros João Santana e Mônica Moura, responsável pelas três últimas campanhas eleitorais do PT à Presidência da República. Os empresários, que assinaram acordo de delação premiada com a força-tarefa da Lava Jato, afirmaram que a petista sabia da utilização de caixa dois nas campanhas.

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Em nota divulgada à imprensa nesta sexta-feira (12), Dilma Rousseff afirmou que os depoimentos constituem “versões falsas e fantasiosas” com o objetivo de reduzir as penas dos delatores.

A assessoria da petista assegurou que ela “nunca negociou doações eleitorais ou ordenou quaisquer pagamentos ilegais a prestadores de serviços em suas campanhas, ou fora delas” e que sempre orientou para que a lei fosse “sempre rigorosamente respeitada”.

O texto diz ainda que “são mentirosas e descabidas as narrativas dos delatores sobre supostos diálogos acerca dos pagamentos de serviços de marketing”. De acordo com a versão da assessoria de imprensa, Dilma “jamais conversou com João Santana ou Monica Moura a respeito de caixa dois ou pagamentos no exterior. Tampouco tratou com quaisquer doadores ou prestadores de serviços de suas campanhas sobre tal assunto”.

Alerta sobre a Lava Jato

A nota também classifica como “fantasiosa” a informação de que a então presidente alertava o casal de marqueteiros sobre o andamento das investigações da Lava Jato .  “Todas as informações prestadas pelo Ministério da Justiça ocorreram na forma da lei. Tal suspeita é infundada e leviana”, assegura.

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“Causa ainda mais espanto a versão de que por meio de uma suposta “mensagem enigmática” (estranhamente copiada em um computador pessoal), conforme a fantasia dos delatores, a presidenta tivesse tentado “avisá-los” de uma possível prisão. Tal versão é patética. Naquela ocasião, já era notório, a partir de informações divulgadas pela imprensa, que isso poderia ocorrer a qualquer momento”, prossegue.

O material considera como “mais inverossímil ainda” a afirmação de que Dilma “teria recomendado que os delatores ficassem no exterior, uma vez que todos sabem que mandados de prisão expedidos no Brasil podem rapidamente ser cumpridos em países estrangeiros”.

“É risível imaginar que a presidenta da República recebeu informações de forma privilegiada e ilegal ao longo da Lava Jato. Isso seria presumir que a Polícia Federal, o Ministério Público ou o próprio Judiciário, por serem os detentores e guardiões dessas informações, teriam descumprido seus deveres legais”, acrescenta.

A assessoria da petista diz ainda que o governo Dilma “sempre foi acusado, por diferentes segmentos políticos, de deixar as investigações prosseguirem de forma autônoma, ‘descontroladas’, não buscando interferir ou obter previamente informações a respeito”. “E, espantosamente, as acusações agora vão em sentido contrário. É preciso lembrar as declarações do senador Romero Jucá, de que era preciso tirar a presidenta para “estancar a sangria”, ‘num amplo acordo com Supremo’, ‘com tudo’”, continua o texto.

A equipe da ex-presidente diz que, no TSE (Tribunal Superior Eleitoral), foi possível constatar que os delatores já prestaram falso testemunho. “A defesa já pediu investigação e a suspensão dos efeitos da delação premiada, tendo em vista que ambos faltaram com a verdade. As provas estão contidas nos autos do processo no TSE.”

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Por fim, a nota diz que “Dilma Rousseff acredita que, ao final de mais uma etapa desse processo político, como já provado anteriormente em relação a outras mentiras em delações premiadas, a verdade virá à tona e será restabelecida na Justiça”.

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