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De acordo com as investigações da CGU, da Receita Federal e da Polícia Federal, prejuízo causado pelo esquema é estimado em R$ 150 milhões

Ex-governador do Mato Grosso do Sul, André Puccinelli (PMDB), é um dos alvos da Operação Máquinas de Lama
Agência Brasil
Ex-governador do Mato Grosso do Sul, André Puccinelli (PMDB), é um dos alvos da Operação Máquinas de Lama

O ex-governador do Mato Grosso do Sul, André Puccinelli (PMDB), é um dos alvos da Operação Máquinas de Lama, deflagrada na manhã desta quinta-feira (11) pela Polícia Federal. O secretário-adjunto de Fazenda na gestão do ex-administrador estadual, André Cance, foi preso.

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Em parceria com o Ministério da Transparência, Fiscalização e Controladoria-Geral da União (CGU) e a Receita Federal, a PF cumpre mandados nos estados do Mato Grosso do Sul , no Paraná e em São Paulo.

A Máquinas de Lama, quarta fase da Operação Lama Asfáltica , é fruto da análise – exames periciais e diligências – dos materiais apreendidos nas fases anteriores.

O trabalho tem por objetivo acabar com uma organização criminosa acusada de fraudes em licitações e obras públicas, corrupção de servidores e lavagem de dinheiro. O prejuízo causado pelo esquema é estimado em R$ 150 milhões.

A Operação tem colaboração de 28 auditores da CGU, além de equipes dos demais órgãos.

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A ação consiste no cumprimento de 32 de mandados de busca e apreensão, nove de condução coercitiva, três de prisão preventiva, além do sequestro de valores nas contas bancárias de pessoas físicas e empresas investigadas.

As medidas estão sendo cumpridas nos municípios de Campo Grande (MS), Nioaque (MS), Porto Murtinho (MS), Três Lagoas (MS), São Paulo (SP) e Curitiba (PR).

Ex-governador André Puccinelli

Na manhã desta quinta-feira, viaturas policiais estiveram no apartamento de Puccinelli, no bairro Jardim dos Estados, e o levaram à Superintendência da PF.

No entanto, ainda não há confirmação de qual mandado foi expedido pela Justiça contra o ex-governador, que há um ano teve busca e apreensão no apartamento dele.

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Ainda nesta quinta, policiais e servidores da Controladoria-Geral da União (CGU) e da Receita Federal foram à Secretaria de Estado de Fazenda, no Parque dos Poderes, à uma empresa de saúde e à casa do filho do ex-governador Mato Grosso do Sul.

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