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Tema foi objeto de uma reunião entre representantes dos TRE-AM e do TSE; novas eleições se fizeram necessárias após cassação do governador e do vice

Eleição no Amazonas deve envolver mais de 8 mil pessoas e serão utilizadas mais de 7 mil urnas eletrônicas
Divulgação/Nelson Jr./ ASICS/TSE
Eleição no Amazonas deve envolver mais de 8 mil pessoas e serão utilizadas mais de 7 mil urnas eletrônicas

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) informou, nesta quinta-feira (11), que a eleição suplementar para governador do Amazonas será, provavelmente, no dia 6 de agosto. Caso haja um segundo turno, ele será no último domingo do mês – 28 de agosto. 

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A data já está aprovada pelo TSE, mas ainda precisa ser confirmada pelo Tribunal Regional Eleitoral do Amazonas (TRE-AM), que definirá o calendário eleitoral nesta sexta-feira (12). 

O tema foi objeto de uma reunião nesta quarta-feira (10) entre representantes das duas Cortes. O orçamento da eleição ficou definido em R$ 18,5 milhões, considerando os dois turnos.

“O orçamento foi aprovado pelo TSE. Só pediram para mandarmos um cronograma de recebimento dos valores e qual quantitativo seria imediato. Fizemos um mapeamento das necessidades de participação das forças militares com apoio logístico e de pessoal custeado pelo TSE", disse o diretor-geral do TRE-AM, Messias Andrade.

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"Foi excelente a reunião. Vão nos dar apoio irrestrito, inclusive, com efetivo técnico para nos auxiliar no fim de semana que antecede tanto o primeiro como o segundo turno”, afirmou.

Calendário eleitoral

Na reunião, segundo ele, o TSE também aprovou o calendário eleitoral com todos os prazos a serem seguidos, desde a convenção, registro de candidaturas e encerramento do cadastro.

“Os prazos, por se tratar de uma eleição suplementar, são reduzidos. O nosso momento agora é alinhar nosso planejamento e executar um pleito com qualidade”, disse Messias. Os prazos ainda não foram divulgados.

A eleição no estado deve envolver mais de 8 mil pessoas entre servidores e colaboradores e serão utilizadas mais de 7 mil urnas eletrônicas.

No último dia 4, o Tribunal Superior Eleitoral cassou, por 5 votos a 2, os mandatos do governador do estado, José Melo (Pros), e do vice, Henrique Oliveira, (Solidariedade) por compra de votos nas eleições de 2014.

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O TSE determinou o afastamento dos dois políticos do cargo e a posse imediata do presidente da Assembleia Legislativa do Estado, David Almeida (PSD), para um mandato interino até a realização de novas eleições diretas no Amazonas.

* Com informações da Agência Brasil.

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