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Sem mencionar interrogatório do petista na Lava Jato, presidente defendeu "pacificação" e diz que "nada vai impedir que o Brasil continue a trabalhar"

Sem mencionar audiência de Lula e protestos, presidente Michel Temer defende fim de
Marcelo Camargo/ABr
Sem mencionar audiência de Lula e protestos, presidente Michel Temer defende fim de "embate entre brasileiros"

O presidente Michel Temer defendeu nesta quarta-feira (10) que o Brasil precisa “eliminar uma certa raivosidade”, ter “tranquilidade” para ser pacificado e resgatar a “cordialidade” característica do brasileiro. A declaração se dá no dia em que diversos grupos travam embate ideológico em Curitiba e nas redes sociais  em torno do depoimento prestado por Lula ao juiz da Lava Jato Sérgio Moro.

Sem mencionar as polêmicas acerca da audiência de Lula , Michel Temer  disse que o País "não pode ficar nesta posição de embate permanente de brasileiro contra brasileiro" e defendeu a ideia de que “nada vai impedir que o Brasil continue a trabalhar”. Nesse sentido, segundo o presidente, as medidas adotadas com o objetivo de melhorar a economia e gerar empregos o ajudarão no processo de pacificação do País.

“É preciso eliminar uma certa raivosidade que muitas vezes permeia a consciência nacional. Precisamos ter paz, tranquilidade e saber que nada vai impedir que o Brasil continue a trabalhar”, disse Temer durante cerimônia de assinatura do novo Decreto de Regularização Portuária, no Palácio do Planalto.

“O que precisamos é pacificar o País. Precisamos ter mais tranquilidade. O país não pode ficar nesta posição de embate permanente de brasileiro contra brasileiro. Ao contrário: a regra geral conhecida nacional e internacionalmente é, exata e precisamente, a cordialidade entre os brasileiros. É claro que há disputas as mais variadas. Mas jamais as agressões de natureza verbal e muito menos de natureza física”, disse o presidente.

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Economia como agente pacificador

Segundo Temer, houve uma melhora na economia brasileira estimulada, entre outros fatores, pela liberação das contas inativas do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). Isso, ainda de acordo com o presidente, pode colaborar para essa pacificação. “O setor de varejo cresceu muito neste último mês, algo que tem sido atribuído à liberação das contas inativadas do FGTS”, disse.

“Com isso, a produção industrial teve o melhor resultado desde 2013. Por isso a balança comercial registra seguidos superávit. Por isso acho até, convenhamos, que os brasileiros estão começando a ficar otimistas com a economia, segundo pesquisas feitas recentemente”, acrescentou o presidente.

*Com informações e reportagem da Agência Brasil

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