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Com manifestações e forte esquema de segurança na sede da Justiça Federal em Curitiba, audiência marcou 1ª vez do petista frente a frente com Moro

Audiência marcou primeira vez que Lula foi interrogado por Moro presencialmente, na sede da Justiça Federal, em Curitiba
iG Arte
Audiência marcou primeira vez que Lula foi interrogado por Moro presencialmente, na sede da Justiça Federal, em Curitiba

Após mais de quatro horas de audiência, o depoimento do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao juiz federal Sérgio Moro foi encerrado por volta das 19h05 desta quarta-feira (10). O interrogatório na sede da Justiça Federal em Curitiba se deu no âmbito da ação penal na qual Lula e mais seis são investigados por esquema envolvendo a compra e reforma de um tríplex no Guarujá. Esta foi a primeira vez que o petista e o juiz da Lava Jato ficaram frente a frente.

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O ex-presidente desembarcou na capital paranaense por volta das 10h20 desta quarta e chegou ao local da audiência por volta das 13h50. Ele fez questão de caminhar no meio de uma manifestação de simpatizantes, a caminho do prédio, quando segurou uma bandeira brasileira. O depoimento de Lula começou por volta das 14h. 

Para evitar confronto entre manifestantes a favor e contra a prisão do ex-presidente, a capital paranaense preparou um esquema especial de segurança na cidade. 

Uma decisão judicial proibiu acampamentos pela cidade das 23h de segunda até as 23h desta quarta. Além disso, a circulação de veículos e pedestres na região da Justiça Federal, no bairro Ahú, também foi limitada pela mesma decisão.

Há uma força-tarefa em pontos estratégicos da cidade, com participação das polícias Civil, Militar, Rodoviária e Federal. Também foram feitos bloqueios no trânsito e alteração de algumas linhas de ônibus

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Processo

Em novembro de 2016, o ex-presidente prestou depoimento a Moro por videoconferência como testemunha de Cunha
Reprodução/Facebook
Em novembro de 2016, o ex-presidente prestou depoimento a Moro por videoconferência como testemunha de Cunha

No processo em que é interrogado por Sérgio Moro , o petista é acusado de receber R$ 3,7 milhões em propina da empreiteira OAS. Em troca do dinheiro, a empresa seria beneficiada em contratos com a Petrobras.

Ainda de acordo com o Ministério Público Federal (MPF), a OAS destinou ao ex-presidente um apartamento tríplex, em Guarujá (SP), fez reformas no imóvel e também pagou a guarda de bens de Lula em um depósito da transportadora Granero. O MPF denunciou o petista por corrupção passiva e lavagem de dinheiro em setembro 2016. 

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Após o interrogatório de Lula, o processo chegará à fase final. A partir daí, o MPF e as defesas poderão pedir as últimas diligências. Caso isso não ocorra, o juiz determinará os prazos para que as partes apresentem as alegações finais. Na sequência, os autos voltam a Moro, que vai definir a sentença do ex-presidente, podendo condenar ou absolvê-lo. Não há data definida para a publicação da sentença.

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