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Segundo a acusação, parlamentar teria recebido propina de R$ 380 mil por integrar um esquema criminoso para viabilizar contrato da Caixa

Segundo denúncia de Rodrigo Janot, José Mentor (foto) teria recebido propina no valor de R$ 380 mil
Divulgação/Facebook/José Mentor
Segundo denúncia de Rodrigo Janot, José Mentor (foto) teria recebido propina no valor de R$ 380 mil

O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, apresentou denúncia ao STF (Supremo Tribunal Federal) denúncia contra o deputado federal José Mentor (PT-SP) pelos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro, que teriam sido cometidos no âmbito das irregularidades apuradas pela força-tarefa da Operação Lava Jato.

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De acordo com a denúncia apresentada por Rodrigo Janot , Mentor teria recebido propina no valor de R$ 380 mil por integrar um esquema criminoso para viabilizar a contratação da IT7 Sistemas pela Caixa Econômica Federal. Os demais envolvidos já foram denunciados pelo MPF (Ministério Público Federal) no Paraná por não terem foro privilegiado – benefício que o petista tem por ser deputado federal.

O ex-deputado Federal André Vargas teria influenciado a contratação da IT7 Sistemas para fornecimento e manutenção de software no valor de R$ 71 milhões por um período de 24 meses, a partir de licitação realizada pela Caixa no início de novembro de 2013. O doleiro Alberto Youssef afirmou ter sido procurado em dezembro de 2013 por Leon Vargas, após sugestão de seu irmão, André Vargas, em busca de dinheiro em espécie.

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Ainda segundo a denúncia, Youssef pediu a Meire Poza, sua contadora, que providenciasse os recursos mediante a emissão de notas fiscais em favor da IT7, que faria os depósitos ou as transferências de valores, os quais seriam sacados para posterior entrega em espécie. As notas foram geradas para prestar fictícios serviços de consultoria. Depois do primeiro crédito na conta da IT7 efetuado pela Caixa, a IT7 fez três transferências para empresas registradas em nome de Meire Poza.

Vantagem indevida

"A contratação da IT7 não atendeu aos padrões legais previstos, tendo o contrato sido celebrado com quantidades de valores além do necessário, de modo a viabilizar o ganho por parte da contratada e o consequente repasse de vantagem indevida a André Vargas e ao seu aliado José Mentor", destaca o procurador-geral na acusação. Youssef relatou que fez pessoalmente o pagamento de R$ 380 mil em espécie a José Mentor no escritório de advocacia que ele mantém com associados em São Paulo.

Em termo de declarações, André Vargas confirmou sua relação de amizade com José Mentor, bem como o fato de que os dois pertenciam à mesma corrente dentro do PT . O procurador-geral lembra que essa vinculação ficou clara quando José Mentor tomou medidas no curso do processo de cassação de André Vargas objetivando beneficiar o ex-colega de partido.

A denúncia relaciona extratos e documentos bancários, troca de mensagens entre os envolvidos, registro de ligações telefônicas, notas fiscais e várias outros elementos de prova.

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Além da condenação por corrupção passiva e lavagem de dinheiro, a denúncia pede a perda da função pública do deputado. Rodrigo Janot também quer a reparação dos danos materiais no valor de R$ 380 mil, a ser destinado à Caixa Econômica Federal , e dos danos morais no valor de R$ 380 mil.

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