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Deputado David Almeida toma posse no lugar de José Melo, que teve o mandato cassado; Justiça Eleitoral espera realizar eleição neste semestre

Deputado estadual David Almeida (PSD) assume o Governo do Amazonas após a cassação do mandato de José Melo (Pros)
Divulgação
Deputado estadual David Almeida (PSD) assume o Governo do Amazonas após a cassação do mandato de José Melo (Pros)

O deputado estadual David Almeida (PSD), até então presidente da Assembleia Legislativa do Amazonas, assumiu nesta terça-feira (9) o posto de José Melo (Pros), governador que teve o mandato cassado pelo Tribunal Superior Eleitoral  (TSE).

A permanência de Almeida à frente do executivo estadual, no entanto, não deve ser longa. A Justiça Eleitoral espera convocar nova eleição para o governo amazonense ainda neste semestre. A determinação para que sejam realizadas novas eleições diretas para os cargos já foi comunicada ao Tribunal Regional Eleitoral do Amazonas (TRE-AM).

O mandato de José Melo e de seu vice, José Henrique de Oliveira (Solidariedade), foi cassado na semana passada pelo TSE por compra de votos nas eleições de 2014. Por maioria de votos (5 a 2), os ministros entenderam que José Melo tinha, pelo menos, conhecimento da compra de votos realizada por Nair Queiroz Blair dentro do próprio comitê de campanha do candidato, no dia 24 de outubro de 2014.

A empresa de Nair era contratada pelo governo estadual por R$ 1 milhão. Os ministros mantiveram também a multa solidária de R$ 53 mil, aplicada contra o governador e seu vice.

Os votos pela cassação no TSE foram dos ministros Luís Roberto Barroso, Edson Fachin, Herman Benjamin, Admar Gonzaga e Rosa Weber. Votaram a favor da manutenção do governador no cargo os ministros Napoleão Nunes, relator do processo, e a ministra Luciana Lóssio.

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Momento delicado

O deputado David Almeida assume o governo estadual amazonense em um momento pouco favorável. Nesta segunda-feira (8), cinco municípios entraram em situação de emergência devido às cheias dos rios Solimões e Purus. O total de cidades com situação de emergência decretada já chega a 11 e mais de 17 mil famílias são prejudicadas pelas enchentes. Outros 30 municípios estão em situação de alerta para enchentes.

Além das cheias, o novo chefe do governo do Amazonas também deverá lidar com os crescentes casos de violência urbana no estado e auxiliar na situação de Manaus, que pediu ajuda do governo federal nesta semana  devido ao intenso processo migratório de venezuelanona cidade. A maioria dos indígenas venezuelanos que migraram para a cidade está acampada em condições precárias debaixo de um viaduto e na rodoviária da capital amazonense. Durante o dia, eles se espalham pela cidade, principalmente em semáforos, para pedir esmola.

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