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Sócio da empreiteira diz que irá comprovar as informações dadas em depoimento sobre o tríplex no Guarujá que seria de propriedade do petista

Léo Pinheiro, da OAS, disse ter sido orientado por Lula a destruir provas que pudessem incriminar o petista
Reprodução
Léo Pinheiro, da OAS, disse ter sido orientado por Lula a destruir provas que pudessem incriminar o petista

O empresário José Adelmário Pinheiro, o Léo Pinheiro, ex-presidente da OAS, irá apresentar à Justiça Federal uma série de documentos que, de acordo com sua defesa, irão confirmar as afirmações feitas contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no processo sobre o tríplex no Guarujá que seria de propriedade do petista.

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De acordo com informações publicadas neste sábado pelo jornal “ O Globo ”, o ex-presidente da OAS irá apresentar uma relação de encontros entre ele e Lula em 2014 – primeiro ano da Operação Lava Jato – e informações sobre contatos feitos com o petista a respeito do tríplex, que estaria reservado à família do petista desde 2009, quando a empreiteira assumiu as obras do prédio, que antes eram de responsabilidade da Bancoop (Cooperativa Habitacional dos Bancários).

Ainda segundo a publicação, também consta da lista de documentos a serem apresentados por Léo Pinheiro os roteiros de viagens à Baixada Santista feitos por veículos registrados em nome do Instituto Lula , além de contatos por e-mail para escolha de objetos e móveis personalizados, de acordo com o gosto do ex-presidente.

Depoimento

Na quinta-feira (20), Léo Pinheiro depôs ao juiz Sérgio Moro , da 13ª Vara Federal de Curitiba – responsável pelas ações decorrentes da Lava Jato em primeira instância – e disse ter sido orientado por Lula a destruir provas que pudessem incriminar o petista .

Pinheiro, que está negociando acordo de delação premiada com a PGR (Procuradoria-Geral da República), relatou um suposto encontro com Lula no qual teria sido perguntado pelo ex-presidente se algum pagamento havia sido feito pela construtora ao ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto no exterior. Na ocasião, o petista teria pedido que destruísse qualquer registro dos pagamentos.

Ainda durante a audiência, Pinheiro afirmou que foi orientado pela direção da empreiteira, durante a construção do edifício, que o imóvel era destinado para a família de Lula e confirmou que o tríplex nunca foi colocado à venda pela empreiteira.

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Por meio de nota à imprensa, a defesa de Lula desmente as informações do ex-presidente da OAS e diz que Léo Pinheiro contou uma "versão acordada com o MPF [Ministério Público Federal]" para que o seu acordo de delação premiada seja aceito pela força-tarefa da Lava Jato .

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