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Adriana Machado - Reuters
Temer foi acusado de ter participado de reunião em que foi acordada propina de US$ 40 milhões

Um dos ex-executivos da Odebrecht, o ex-presidente Industrial, Marcio Faria, afirmou em delação premiada que participou de uma reunião em que o presidente Michel Temer e o ex presidente da Câmara Eduardo Cunha também estavam, e que tratou do pagamento de US$ 40 milhões em propina para o PMDB.

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O encontro, que aconteceu em 2010, quando o Michel Temer ainda era candidato a vice-presidente, e reuniu todos em seu escritório político, em São Paulo, para comandar a ação ilegal que era relativa a 5% de um contrato da Odebrecht e a Petrobras .

De acordo com o jornal Folha de São Paulo , o delator tem um termo por escrito que foi entregue aos investigadores que comprova a reunião, que aconteceu no dia 15 de julho de 2010, às 11h30.

Faria, que era responsável por obras industriais nacionais e internacionais ainda revela que ficou impressionado com a maneira natural com que a propina foi cobrada.

Além de Temer e Cunha , Rogério Araújo, outro executivo da Odebrecht, Henrique Eduardo Alves, deputado federal, e o lobista João Augusto Henriques também estavam no momento das negociações.

Márcio ainda falou que na reunião os valores não haviam sido decididos, “mas ficou claro que se tratava de propina com relação à conquista do contrato e não uma ‘contribuição de campanha’”.

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Temer nega participação da negociação de propina

Em nota, o presidente afirma que “ jamais tratou de valores com o senhor Márcio Faria”, e ainda chama a acusação de “mentira absoluta”. No entanto, o texto explica que “em 2010, na cidade de São Paulo, Faria foi levado ao presidente pelo então deputado Eduardo Cunha. A conversa, rápida e superficial, não versou sobre valores ou contratos na Petrobras. E isso já foi esclarecido anteriormente, quando da divulgação dessa suposta reunião”.

Para finalizar, o comunicado reafirma que “o presidente contesta de forma categórica qualquer envolvimento de seu nome em negócios escusos. Nunca atuou em defesa de interesses particulares na Petrobras, nem defendeu pagamento de valores indevidos a terceiros”.

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