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Arquivo/Fernando Frazão/Agência Brasil
Carlinhos Cachoeira cumpre prisão domiciliar que foi concedida pelo STJ (Superior Tribunal de Justiça)

A Justiça aceitou pedido do MPF (Ministério Público Federal) e determinou a manutenção da prisão preventiva do contraventor Carlos Augusto de Almeida Ramos, conhecido como Carlinhos Cachoeira. A decisão foi tomada por unanimidade nesta quarta-feira (5) pelo TRF-2 (Tribunal Regional Federal da 2ª Região), no Rio de Janeiro.

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Investigado na Operação Saqueador, Carlinhos Cachoeira é acusado pela força-tarefa da Operação Lava Jato no Rio de Janeiro de operar um esquema de lavagem de dinheiro que movimentou mais de R$ 370 milhões provenientes de recursos públicos desviados. Atualmente, ele cumpre prisão domiciliar concedida pelo STJ (Superior Tribunal de Justiça ).

A PRR-2 (Procuradoria Regional da República) afirmou, em seu parecer contra o habeas corpus de Cachoeira, que há uma conexão entre as apurações da Operação Saqueador e da Operação Calicute, que investiga o esquema criminoso liderado pelo ex-governador do Rio Sérgio Cabral (PMDB). Por esse motivo, o MPF reforça a necessidade de se manter a prisão preventiva do réu, ao contrário do que argumenta sua defesa.

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“São inúmeros os vínculos da organização criminosa investigada pela Saqueador com outros procedimentos criminais conexos investigados neste Juízo, como a Calicute”, sustenta a procuradora regional da República Mônica de Ré. “A prisão cautelar deve ser mantida, pois o contexto de sua decretação não se alterou”, defende.

“Faz tudo”

Também nesta quarta-feira (5), a 1ª Turma do TRF-2 julgou improcedente, também por unanimidade, os pedidos feitos por Pedro Ramos de Miranda, ex-assessor considerado o “faz tudo” de Sérgio Cabral, de transferir da 7ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro a competência para julgá-lo e anular a denúncia recebida contra ele.

A PRR-2 argumenta que as apurações feitas pela Calicute , desdobramento da Saqueador, deixaram clara participação de Pedro Ramos no esquema. “O réu fazia transporte de grande quantidade de dinheiro em espécie para realizar o pagamento de joias, buscando ocultar a origem dos recursos”, frisa o parecer.

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Luiz Paulo Reis, considerado como “testa de ferro” do ex-secretário estadual de obras Hudson Braga, também teve habeas corpus negado pela Justiça Federal e seguirá preso. Em sua argumentação, a Procuradoria destaca que a evolução patrimonial excepcional das empresas pertencentes a Reis desde a entrada de Braga nesses negócios é uma das evidências de sua participação no esquema de ocultação de valores.

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