O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Edson Fachin deve anunciar no mês que vem se aceita os 83 pedidos de abertura de investigação contra citados nas delações de ex-diretores da empreiteira Odebrecht no âmbito da Operação Lava Jato. De acordo com a assessoria do ministro, o trabalho de análise dos pedidos entrará pelo mês de abril.

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Ministro do STF irá anunciar quais pedidos da Odebrecht por investigação serão aceitos somente em abril
Carlos Humberto/SCO/STF - 23.6.16
Ministro do STF irá anunciar quais pedidos da Odebrecht por investigação serão aceitos somente em abril

"Fachin definiu que as decisões serão anunciadas em conjunto e está certo de que os trabalhos entrarão pelo mês de abril", comunicou a assessoria do STF. Portanto, não deverá haver decisão do Fachin nesta semana envolvendo os pedidos de Janot.

A decisão já era esperada que não fosse acontecer de imediato, já que na última sexta-feira (24) o ministro afirmou que ia levar o tempo "necessário" para analisar os pedidos do procurador-geral da República.

Há duas semanas, o ministro recebeu do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, os pedidos de investigação e deve assinar em conjunto todo o material sobre as delações da Odebrecht, que envolve 320 pedidos ao Supremo. Além dos 83 requerimentos de abertura de inquérito, há 211 solicitações de desmembramento das investigações para a primeira instância da Justiça, sete arquivamentos e 19 pedidos cautelares de providências.

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Havia rumores dentro da Corte de que Fachin poderia, por exemplo, anunciar primeiramente os pedidos de arquivamento. "Estou lendo e sistematizando o trabalho. Por agora não há previsão. Vou usar o que dizia o [José Gomes] Pinheiro Machado, político do Império: 'não vou tão devagar, que pareça provocação, nem tão rápido, que pareça fuga'. A celeridade eu acho importante, mas tenho o ônus argumentativo para evidenciar as conclusões a que estou chegando. Qual o tempo? O necessário", afirmou o ministro, em uma  banca de concurso para professor da Faculdade de Direito da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj).

As delações da Odebrecht foram homologadas em janeiro pela presidente do STF, ministra Cármen Lúcia, após a morte do relator, Teori Zavascki, em acidente aéreo. Foram colhidos pela Procuradoria-Geral da República (PGR) 950 depoimentos de 77 delatores ligados à empreiteira.

*Com informações da Agência Brasil

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