Produção de filme sobre a Lava Jato teve acesso a filmagens ilegais capturadas durante condução coercitiva de Lula
Divulgação/Instituto Lula
Produção de filme sobre a Lava Jato teve acesso a filmagens ilegais capturadas durante condução coercitiva de Lula

Os advogados do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva encaminharam à 13ª Vara Criminal de Curitiba e ao diretor-geral da Polícia Federal um pedido de investigação de possíveis infrações ocorridas na produção do filme “Policia Federal - A lei é para todos” e na condução coercitiva do petista.

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De acordo com a defesa de Lula , o longa metragem, que ainda está sendo filmado, parece atacar o ex-presidente. Foi noticiado recentemente que uma das cenas principais do filme será a encenação da condução coercitiva do petista.

Como o filme é sobre a Operação Lava Jato, que teve 746 buscas e apreensões, 183 pedidos de cooperação internacional, 155 acordos de colaboração e 10 acordos com empresas, os advogados alegam que escolher a condução coercitiva do sindicalista, “sobre o qual não pesa condenação judicial em nenhuma instância”, como cena principal é um ato “que visa macular sua imagem perante a sociedade”.

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A defesa também aponta como fato peculiar o sigilo colocado sobre o financiamento do filme, algo que é considerado fora do comum na indústria cinematográfica. Como não se sabe quem está pagando pela produção, os advogados questionam “a quem interessa financiar um filme que elege, seletivamente, como principal símbolo da atuação da PF no combate à corrupção a ilegal condução coercitiva de Lula, ignorando outros tantos fatos e pessoas que compõem a história da referida operação?”.

Além disso, foi divulgado que, para a gravação de algumas cenas, os produtores tiveram acesso a imagens feitas no dia da condução coercitiva, supostamente filmadas por um dos agentes da polícia envolvido na ação. Essas imagens são consideradas ilegais já que a Justiça de Curitiba havia determinado que o evento não deveria ser filmado.

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A petição pede que as imagens não sejam utilizadas pela produção do filme ou por veículos midiáticos e que a filmagem seja tratada como confidencial, como é determinado na Constituição. Além disso, solicita a apuração de como e por quem foi feito o vídeo e seu vazamento e quem está por trás do financiamento da obra cinematográfica.

Condução coercitiva

Lula foi levado para condução coercitiva em março de 2016. No mesmo dia foram apreendidas posses pessoais do presidente, de seus funcionários, familiares e do instituto que leva seu nome.  Passado um ano, os objetos ainda não foram devolvidos.

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