Advogado da presidente cassada Dilma Rousseff entrou com uma petição para que os dois sejam ouvidos pelo ministro
Renato Costa/Estadão conteúdo - 16.08.2016
Advogado da presidente cassada Dilma Rousseff entrou com uma petição para que os dois sejam ouvidos pelo ministro

Os depoimentos do advogado José Yunes e do ministro-chefe da Casa Civil do governo de Michel Temer (PMDB), Eliseu Padilha, podem ser decisivos para a defesa da ex-presidente Dilma Rousseff (PT) na ação eleitoral que investiga o eventual abuso de poder político e econômico da chapa Dilma-Temer na campanha de 2014 à Presidência da República.

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Por conta disso,  o advogado de Dilma , Flavio Caetano, entrou com uma petição na noite desta terça-feira (13) para que os dois sejam ouvidos pelo ministro Herman Benjamin, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que é relator da ação.

No mês passado, Yunes prestou depoimento ao Ministério Público Federal (MPF) e disse ter servido como "mula" de Padilha para o repasse de dinheiro vivo, cuja destinação seria o caixa dois de campanhas do PMDB. O advogado, que até dezembro integrava o governo de Michel Temer, confirmou à imprensa o teor das declarações.

Investigações

Inicialmente focado em irregularidades na contratação de gráficas, Benjamim, desde o início deste mês, resolveu investigar também os indícios revelados pela Operação Lava Jato de que a empreiteira Odebrecht fez doações ilegais à chapa. Ele já ouviu o ex-presidente-executivo da empresa Marcelo Odebrecht, bem como outros seis ex-funcionários.

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De acordo com informações vazadas pela imprensa, Odebrecht admitiu a Benjamim ter feito repasses milionários e não declarados a diversos partidos.

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Em nota divulgada no início do mês, os advogados de Dilma negaram que a petista tenha pedido recursos ao herdeiro da maior construtora do País e condenaram a divulgação "seletiva" de trechos da oitiva de Marcelo Odebrecht, que teve o sigilo determinado pelo ministro Benjamin. 

"É mentirosa a informação de que Dilma Rousseff teria pedido recursos ao senhor Marcelo Odebrecht ou a quaisquer empresários, ou mesmo autorizado pagamentos a prestadores de serviços fora do País, ou por meio de caixa dois, durante as campanhas presidenciais de 2010 e 2014", alega a nota.

Na petição protocolada na noite da última segunda, a defesa da ex-presidente petista pede ainda que Benjamin ouça presidentes dos nove partidos que compunham a coligação da chapa Dilma-Temer.

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Caetano pediu também para ter acesso ao teor dos depoimentos dados pelos executivos da Odebrecht após acordos de delação premiada com a força-tarefa da Operação Lava Jato, que são mantidos sob sigilo pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

* Com informações da Agência Brasil.

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