Rodrigo Janot, procurador-geral da República, deve enviar nova lista de Janot nesta semana ao Supremo Tribunal Federal
Divulgação/Supremo Tribunal Federal
Rodrigo Janot, procurador-geral da República, deve enviar nova lista de Janot nesta semana ao Supremo Tribunal Federal

O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, pretende apresentar a partir desta segunda-feira (13) ao Supremo Tribunal Federal (STF) uma segunda parte da chamada "lista de Janot", com pedidos de abertura de inquéritos da Operação Lava-Jato.

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A primeira "lista de Janot" foi divulgada no dia 6 de março de 2015, com base nos depoimentos do ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa e do doleiro Alberto Youssef. Na época, a lista provocou forte reação de alguns dos alvos das investigações, como do senador Renan Calheiros (PMDB-AL), então presidente do Senado, e do ex-deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), que presidia a Câmara dos Deputados.

A expectativa é que a segunda lista provoque um contra-ataque ainda mais forte. De acordo com informações preliminares, serão cerca de 80 pedidos de abertura de inquérito contra a cúpula do governo Temer. Estão envolvidos os nomes de parlamentares do governo e da oposição e até de ministro do Tribunal de Contas da União (TCU).

A intenção é de que os nomes sejam enviados para o STF ainda nesta segunda ou, no máximo, na terça-feira (14).

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Há dois anos, no entanto, quando os primeiros pedidos de investigação em sigilo chegaram ao STF, o então relator da Lava Jato, o ministro Teori Zavascki, demorou três dias para liberar o conteúdo. Dessa vez, a espera é que o procedimento seja ainda mais demorado, por dois motivos: o material é bem maior e Edson Fachin, que substitui Teori e é conhecido por ser extremamente criterioso, deve revisar pessoalmente cada documento.

Alvos das investigações

Um dos alvos da lista será o PMDB. Após denúncias de que a Odebrecht deu propina ao partido, o ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, também deve ser alvo das investigações.  Padilha retorna ao Planalto nesta segunda, após licença médica.

O desvio de dinheiro para o partido, segundo depoimento, teria ocorrido após um jantar com a presença de Michel Temer e de Padilha, em 2014. Porém, como a Constituição Federal impede que o presidente da República seja investigado por fatos ocorridos antes do mandato, Temer não deve se preocupar com esse episódio. Ao contrário de Padilha, que tem direito ao foro especial, mas que pode ser alvo de investigações.

Além do PMDB, a lista também deve trazer nomes de figuras importantes do PT e do PSDB, principais partidos brasileiros, que também tiveram membros envolvidos na primeira "lista de Janot".

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