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Relator de ação contra Dilma e Temer marcou para sexta-feira depoimentos de ex-secretária e funcionário que tentou encerrar contas na Suíça

Acordo da Odebrecht e Braskem com autoridades do Brasil, dos EUA e da Suíça é considerado o mais caro da história
Divulgação/Odebrecht
Acordo da Odebrecht e Braskem com autoridades do Brasil, dos EUA e da Suíça é considerado o mais caro da história

O corregedor-geral do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Herman Benjamin, intimou mais duas testemunhas da Odebrecht a deporem nesta sexta-feira (10) na ação em que investiga eventual abuso de poder político e econômico  pela chapa Dilma-Temer na campanha de 2014.

Ex-funcionários do Departamento de Operações Estruturadas, conhecido como o 'setor da propina' da Odebrecht , Leonardo Miggliacio e Maria Lúcia Tavares serão ouvidos pelo ministro por vídeoconferência às 16h, informou o TSE. Os despachos são assinados pelo juiz auxiliar Bruno Lorencini.

Maria Lúcia Tavares foi presa temporariamente em março do ano passado na Operação Acarajé, 23ª fase da Lava Jato. Segundo as investigações, ela era a secretária responsável por atualizar as planilhas de pagamentos de propina. Documentos foram apreendidos em sua casa.

Na mesma fase da Lava Jato, foi decretada a prisão preventiva de João Santana e de sua mulher, Mônica Moura. Ele foi o marqueteiro responsável pela campanha de Dilma Rousseff em 2014. Os dois foram condenados no mês passado a oito anos e quatro meses de prisão por terem recebido US$ 4,5 milhões em contas no exterior. 

Leonardo Miggliacio, por sua vez, foi preso em fevereiro do ano passado em Berna, na Suíça, tentando encerrar contas ligadas à maior construtora do País.

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Acareações

O relator da ação contra Dilma e Temer também decidiu intimar José de Carvalho Filho para depor também nesta sexta-feira à tarde. Ele é  apontado pela força-tarefa da Lava Jato como responsável por fazer entregas em dinheiro para a Odebrecht.

No mesmo dia, foram marcadas duas acareações. A primeira, será entre Marcelo Bahia Odebrecht, ex-presidente do grupo, e os ex-executivos da companhia Benedicto da Silva Júnior e Hilberto Mascarenhas Filho. A outra será entre Odebrecht e Claudio Melo Filho , também ex-executivo da empreiteira. Todos já prestaram depoimento ao TSE nos últimos dez dias.

Inicialmente focado em irregularidades na contratação de gráficas, desde o começo deste mês Benjamin resolveu incluir nas investigações os indícios de doações ilegais de campanha provenientes da Odebrecht, revelados pela Operação Lava Jato.

Embora com ressalvas, as contas da campanha da então presidente Dilma Rousseff e seu vice, Michel Temer, chegaram a ser aprovadas pelo TSE em dezembro de 2014. Após questionamentos do PSDB, no entanto, o processo foi reaberto.

Conforme entendimento atual do TSE, a prestação contábil do presidente e do vice é julgada em conjunto. Se for comprovado o abuso de poder político e econômico na campanha de 2014, o processo pode resultar na inelegibilidade de Dilma e na cassação do mandato de Temer. A defesa de ambos nega qualquer irregularidade.

*Com informações e reportagem da Agência Brasil

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