Pai e filho, Jorge e Bruno Luz foram presos pela Polícia Federal durante a 38ª fase da Lava Jato e agora estão em Curitiba
André Richter/Agência Brasil/EBC
Pai e filho, Jorge e Bruno Luz foram presos pela Polícia Federal durante a 38ª fase da Lava Jato e agora estão em Curitiba

Apontados como operadores financeiros ligados ao PMDB, Jorge Luz e seu filho, Bruno Luz, foram transferidos nesta quinta-feira (2) para a Superintendência da PF (Polícia Federal) no Paraná, em Curitiba, onde estão concentradas as ações penais em primeira instância decorrentes da Operação Lava Jato. Eles estavam presos desde o dia 25 de fevereiro na sede da corporação no Distrito Federal.

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Os dois foram alvos da 38ª Fase da Operação Lava Jato , batizada de Blackout. Citados por outros investigados que assinaram acordo de delação premiada com a Justiça Federal, eles respondem pelos crimes de corrupção, lavagem de dinheiro e evasão de divisas.

O transporte de Brasília para o Aeroporto Internacional Afonso Pena, em Curitiba , foi feito em voo comercial. Jorge e Bruno chegaram à capital do Paraná por volta de 18h e, já no terminal aéreo, foram recebidos por uma equipe local da Polícia Federal, que os conduziu para a superintendência.

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O MPF (Ministério Público Federal) sustenta que a atuação dos dois presos junto à Petrobras teria resultado no pagamento de R$ 40 milhões em propinas ao longo de dez anos, especialmente na compra dos navios-sonda Petrobras 10.000 e Vitória 10.000; na operação do navio sonda Vitoria 10.000 e na venda, pela estatal petrolífera, de sua participação acionária na Transener (maior companhia de transmissão de energia elétrica da Argentina) para a empresa Eletroengenharia.

Agentes políticos

A investigação do MPF aponta ainda que a maior parte da propina era repassada aos membros da Diretoria Internacional da Petrobras , enquanto o restante era destinado a agentes políticos. Segundo o procurador da República Diogo Castor de Mattos, esses políticos gozam atualmente de foro privilegiado, sendo principalmente senadores.

A força-tarefa do MPF assegura ainda que Jorge e Bruno atuavam na Diretoria Internacional da Petrobras, área de indicação política do PMDB . Por meio de nota, a agremiação afirmou que os operadores financeiros "não têm relação com o partido e nunca foram autorizados" a falar em nome da sigla. Ainda de acordo com os procuradores, pai e filho também agiam esporadicamente na Diretoria de Abastecimento e na Diretoria de Serviços da estatal, áreas de influência do PP e do PT, respectivamente.

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O advogado de Jorge e Bruno Luz, Gustavo Teixeira, informou não ter nada a comentar por ora sobre a transferência de seus clientes, investigados pela força-tarefa da Lava Jato, para Curitiba.


* Com informações da Agência Brasil

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