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Peemedebista passou por um procedimento na próstata; ele é apontado como receptor de pacote misterioso na campanha Dilma-Temer em 2014

Citado por ex-assessor de Temer em suposto esquema, ministro Eliseu Padilha se licenciou do cargo para fazer a cirurgia
Agência Brasil
Citado por ex-assessor de Temer em suposto esquema, ministro Eliseu Padilha se licenciou do cargo para fazer a cirurgia

O ministro Eliseu Padilha (PMDB), chefe da Casa Civil da Presidência da República, passa bem depois de ter sido submetido a uma cirurgia na próstata em Porto Alegre (RS). O procedimento foi feito no Hospital Moinho de Vento, que divulgou boletim médico informando que a operação foi bem sucedida.

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Após o término da cirurgia, o ministro ficará sob monitoramento médico por 48 horas na sala de recuperação pós-operatória. Se tudo ocorrer conforme o previsto, poderá ter alta depois de passado esse período.

“O paciente Eliseu Padilha submeteu-se a procedimento urológico cirúrgico, sob anestesia geral, que transcorreu sem intercorrências. As condições gerais estão estáveis. Ele permanecerá em sala de recuperação pós-operatória monitorado pelas próximas 48 horas”, registra a nota assinada pelos médicos Claudio Telöken e Nilton Brandão.

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Padilha está de licença médica desde o dia 20 de fevereiro, quando foi internado no Hospital do Exército. Ele teve alta do hospital no dia 22 e, desde então, está em Porto Alegre. Em setembro, o responsável pela Casa Civil , que tem 71 anos de idade, foi internado por problemas de pressão.

Suspeitas

Enquanto se recupera da cirurgia, Padilha tem outro assunto para se preocupar. Em entrevista ao jornal “Folha de S.Paulo”, o advogado José Yunes amigo do presidente Michel Temer (PMDB) e ex-assessor da Presidência da República, afirmou que aceitou receber em seu escritório um pacote com documentos – cujo teor ele disse desconhecer – a pedido de Padilha em 2014, em meio à campanha da chapa Dilma-Temer para o Palácio do Planalto.

O advogado relatou que os documentos foram retirados de seu escritório por Lúcio Funaro, apontado como operador do ex-deputado federal Eduardo Cunha (PMDB-RJ) no esquema de corrupção na Petrobras.

Nova reportagem publicada pela “Folha” no último dia 24 dá conta de que a PGR (Procuradoria-Geral da República) avalia como "inevitável" pedir a abertura de um inquérito para investigar a atuação de Padilha no episódio narrado por Yunes.

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A assessoria de imprensa do ministro Eliseu Padilha informou na ocasião que ele não iria se pronunciar a respeito das declarações dadas pelo ex-assessor de Temer.


* Com informações da Agência Brasil

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