Tamanho do texto

Inicialmente, estava acertado que os militares ajudariam a reforçar a segurança no estado capixaba até o dia 16, mas eles vão continuar atuando "até que a normalidade se reinstaure"; há cerca de 3,1 mil agentes no ES

Jungmann defendeu que a atuação das Forças Armadas se dá em obediência à Constituição
Agência Brasil
Jungmann defendeu que a atuação das Forças Armadas se dá em obediência à Constituição

O ministro da Defesa, Raul Jungmann, afirmou nesta terça-feira (14) que o governo vai estender a permanência das Forças Armadas no Espírito Santo.

LEIA MAIS: Temer autoriza atuação das Forças Armadas em presídios para reforçar segurança

A previsão inicial era de que os militares fossem ficar apenas dez dias reforçando a segurança do Espírito Santo , conforme foi acordado no decreto assinado pelo presidente Michel Temer (PMDB), na quarta-feira passada (8), mas esse tempo hoje parece curto.

Pelo decreto, a atuação iria ocorrer entre os dias 6 e 16 de fevereiro. Nesta terça, no entanto, o ministro disse que a situação "requer, sem sombra de dúvida, a prorrogação".

"Vamos permanecer o tempo que for necessário, até que a normalidade se reinstaure", disse o ministro, que informou que há cerca de 3,1 mil militares patrulhando o estado capixaba.

Jungmann defendeu que a atuação das Forças Armadas se dá em obediência à Constituição e disse que a presença dos militares garantiu a vida da população no estado.

"Se elas [Forças Armadas] não tivessem entrado em operação já na segunda-feira e, com isso, derrubado os arrastões, incêndios e saques, a população de lá estaria à mercê de vândalos e teria sua vida em risco."

LEIA MAIS: Forças Armadas vão enviar mil militares para dentro dos presídios de todo o País

O ministro comparou as manifestações de parentes de policiais militares no estado capixaba e no Rio de Janeiro e disse que a área de inteligência do ministério não tem a expectativa de que o movimento fluminense tenha as mesmas proporções que o capixaba.

"[No Rio] é muito diferente da situação no Espirito Santo, onde tivemos um motim com tropas armadas e aquarteladas", disse. "Não temos um problema em termos hierárquicos e não temos um problema em termos da regularidade do policiamento. São coisas distintas e não existe, para nós, a expectativa desse contágio."

Rio de Janeiro

Nesta segunda, o presidente Michel Temer autorizou o uso das Forças Armadas para auxiliar o policiamento nas ruas do Rio de Janeiro. O estado enfrenta mobilização de mulheres dos policiais militares, que bloquearam alguns batalhões e companhias da PM para bloquear a entrada e saída de viaturas. Elas reivindicam melhores condições de trabalho para os agentes.

LEIA MAIS: Forças Armadas irão reforçar o policiamento no Rio de Janeiro, anuncia Temer

Temer participou de uma reunião com o governador do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão, na qual ficou acertado o envio do reforço. A manifestação das mulheres dos policiais – inspirada em movimento realizado no Espírito Santo – teve início na sexta-feira (10).

* Com informações da Agência Brasil.

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.