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Para o presidente do TSE, ser relator do caso "tumultua a vida de todos"; Cármen Lúcia ainda não decidiu quem será o novo relator do processo

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Gilmar Mendes, evitou se posicionar sobre a relatoria
Geraldo Magela/Agência Senado - 24.8.16
O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Gilmar Mendes, evitou se posicionar sobre a relatoria

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, disse nesta quinta-feira (26) que “ninguém deseja ser relator da [Operação] Lava Jato" porque isso "tumultua a vida de todos". 

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Gilmar Mendes  participava de uma palestra sobre Crise Política e Conflito entre Poderes, na Casa do Saber, em São Paulo, quando afirmou que ser relator de um processo como esse “desorganiza por completo o gabinete, que passa a ficar concentrado nesse tipo de matéria”.

Mesmo que tenha feito tais declarações, Mendes evitou se posicionar sobre a relatoria do processo, que estava a cargo do ministro Teori Zavascki, que morreu no último dia 19 em um acidente aéreo em Paraty, no Rio de Janeiro.

“A presidente [do STF] Cármen [Lúcia] está fazendo essa avaliação e certamente tomará a deliberação tendo em vista exatamente a base do artigo do regimento interno. Ela, certamente, fará essa avaliação, discutindo com os colegas e produzindo talvez um consenso básico, um entendimento entre eles”, disse

Mendes também evitou falar sobre o julgamento do processo de cassação da chapa de Dilma Roussef e Michel Temer. Questionado, disse não ter previsão se o processo será julgado ainda neste semestre.

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“Depende do que o relator traga a esse processo. Ele ainda está fazendo a instrução, o processo se alongou, como eu disse, porque nós consumimos um ano – todo o ano de 2015 – discutindo sua admissibilidade. Portanto, houve uma demora involuntária. Por isso que estamos atrasados”, explicou.

Conflito entre Poderes

Ainda durante a palestra, ao lado do constitucionalista Carlos Blanco de Morais, o ministro do TSE falou sobre o conflito existente entre os poderes: Legislativo, Executivo e Judiciário.

“O ideal, mesmo nos casos de omissão [do Congresso Nacional], é que encontremos uma base de diálogo, um elemento de caráter procedimental, que permita estimular um processo decisório, mas não tomar a decisão que o Congresso tem que tomar”, afirmou.

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Gilmar Mendes ressaltou, no entanto, que isso nem sempre é possível e que o Supremo acaba por assumir o ato de legislar em algumas questões.

* Com informações da Agência Brasil.