
A principal artéria logística do país, a Rodovia Presidente Dutra ( BR-116), voltou a ser palco de uma ofensiva contra o mercado clandestino de saúde. Durante uma fiscalização de rotina no km 318, em Itatiaia (RJ), agentes da Polícia Rodoviária Federal ( PRF) apreendeu um carregamento de medicamentos de origem estrangeira contrabandeados que seriam distribuídos ilegalmente no mercado interno. O condutor e o material apreendido foram encaminhados à Polícia Judiciária.
A ação ocorreu neste sábado, quando os policiais abordaram um veículo de passeio. Durante a revista, a equipe encontrou dezenas de caixas de fármacos - incluindo substâncias utilizadas paara emagrecimento e tratamentos controlados - sem qualquer comprovação de origem ou registro na Agência Nacional de Vigilância Sanitária ( Anvisa). Foram aproximadamente 269 frascos e cerca de 10 caixas de canetas para emagrecimento. De acordo com a PRF, além do condutor, o veículo tinha dois ocupantes, moradores do Rio de Janeiro, que informaram ter estado no Paraguai.
Além da ilegalidade da importação, o transporte era feito sem o controle térmico exigidp, o que pode anula o efeito terapêutico e gerar substâncias tóxicas ao consumidor.
Risco invisível
O caso de Itatiaia é um reflexo de um problema crônico. Segundo dados da PRF, as apreensões de medicamentos ilegais no Brasil apresentaram um salto alarmante em diversas regiões, com crescimentos que chegam a 138% em corredores estratégicos de fronteira e escoamento.
Dados do setor
Estima-se que cerca de 20% dos medicamentos que circulam em países em desenvolvimento sejam falsificados ou de procedência duvidosa, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS).
O crime de falsificação, corrupção ou venda de medicamentos sem registro é hediondo, com penas que variam de 10 a 15 anos de reclusão.