Via fechada no Rio de Janeiro
Reprodução/redes sociais
Via fechada no Rio de Janeiro



Um grupo fechou neste domingo (19) a Avenida Santa Cruz, em Senador Camará, Zona Oeste do Rio. Eles usaram um ônibus, sofás e latões de lixo para bloquear a via.

Em vídeos que circulam as redes sociais, é possível ver o momento em que a via é fechada. A Polícia Militar foi chamada para reabrir a via. Até o momento, não há informações de presos na ação.

"'Tamo' parando tudo, pô. O patrão mandou parar, então a gente vai parar mesmo", afirmou o homem ao mostrar alguns latões e sofás incendiados na avenida.

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Além da principal avenida do bairro, a passagem pela Estrada do Quafá também foi fechada com um ônibus. De acordo com a Polícia Militar, agentes do 14º BPM (Bangu) foram acionados para reabrir as duas vias. Quando chegaram ao local, criminosos da comunidade do Sapo atiraram contra os PMs, que não revidaram.

De acordo com o Centro de Operações Rio (COR), a circulação de trens do ramal Santa Cruz está suspensa em Senador Camará por causa de uma ocorrência policial. Tiros foram registrados às 14h09 na comunidade Cavalo de Aço, em Senador Camará. No momento, os trens circulam da Central até Bangu e no trecho entre Santa Cruz e Campo Grande.

Nesta quinta e sexta-feira, os moradores da Zona Oeste passaram por dias de terror . Na manhã de quinta-feira, pelo menos sete  vans foram incendiadas em Campo Grande, Santa Cruz e Paciência em meio a uma guerra entre milicianos que disputam o controle da região. Ao menos dois homens, que seriam milicianos, foram mortos por rivais. Por conta dos ataques, motoristas de vans retiraram seus veículos de circulação. Ônibus que circulavam na região também tiveram linhas afetadas ou interrompidas momentaneamente.

Na sexta-feira, criminosos atearam fogo em pneus no viaduto de Bangu, formando uma barricada. Segundo a PM, os pneus em chamas obstruíram os acessos à via. A situação foi controlada pelos agentes e o viaduto liberado para o trânsito. A PM informou que reforçou o patrulhamento no entorno das comunidades de Bangu após a ação dos criminosos ligados ao tráfico de drogas de Bangu e Senador Camará. Além do viaduto de Bangu, outras vias do bairro foram fechadas pelos criminosos, que seguem ateando fogo em barricadas.



A Zona Oeste passou a ser dividida por dois grupos paramilitares após a morte de Wellington da Silva Braga, 34 anos, o Ecko. As forças de segurança do Estado apontaram o irmão de Ecko, Luís Antônio da Silva Braga, conhecido como Zinho, como seu sucessor, mas um antigo aliado, Danilo Dias, o Tandera, decidiu retomar alguns pontos de atuação da milícia.

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