Corpo do ativista foi encontrado carbonizado e com marcas de bala
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Corpo do ativista foi encontrado carbonizado e com marcas de bala

O corpo de Lindolfo Kosmaski, 25, ativista da causa  LGBTQIA+ e que atuava Partido dos Trabalhadores (PT) e no Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), foi encontrado carbonizado na noite do último sábado, 1º de maio, no município de São João do Triunfo, no Paraná. O MST acredita que o homicídio tenha sido motivado por homofobia.

O corpo do ativista também foi encontrado com marcas de duas balas. Kosmaski foi baleado e carbonizado dentro do próprio carro. O veículo foi encontrado perto da rodovia PR-151, na localidade de Coxilhão.

Kosmaski foi candidato a vereador de São João do Triunfo em 2020 pelo PT. Ativo nas atividades do MST, principalmente do Coletivo LGBT Sem Terra e das Jornadas da Agroecologia, o militante frequentava o assentamento Contestado, na Lapa. Ele era professor da rede estadual de ensino e cursava mestrado na Universidade Federal do Paraná (UFPR), no programa Educação em Ciências e em Matemática.

O primo da vítima, Benedito Camargo, disse que, Kosmaski podia estar recebendo ameaças de morte há alguns dias. "Ele era bem conhecido na região. Antes de morrer, ele pagou cerveja para todo mundo e depois sumiu. O celular dele ficou no estabelecimento. Uma amiga falou que Lindolfo teria recebido ameaça de morte dias antes de ser assassinado", afirma.

A Polícia Civil do Paraná informa que o autor do assassinato ainda não foi identificado. A suspeita é de que o crime tenha sido motivado por homofobia.

O MST acredita nessa motivação. Em nota, o movimento lamentou a morte de Kosmaski e disse que exigirá justiça: "O MST destaca o seu compromisso de lutar por uma sociedade sem LGBTfobia e na construção de um mundo onde a vida e todas as formas de ser e amar sejam garantidas plenamente. O Sangue LGBT também é sangue Sem Terra".

Também em nota, o PT afirma que Lindolfo tinha uma trajetória inspiradora de luta e coragem. "Esperamos que os órgãos competentes possam acelerar as investigações e encontrar os responsáveis por esse crime hediondo. LGBTfobia é crime e interrompe trajetórias como a de Lindolfo, em uma sociedade democrática e de direito não há espaço para barbárie, ódio e intolerância", diz a nota do partido.

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