Policiais em operação
Rafael Nascimento de Souza/Agência O Globo
Traficantes ocupavam escolas e creches vazias em decorrência da pandemia de Covid-19

Nesta sexta-feira (18), policiais estão em operação para prender traficantes que ocupavam escolas e creches vazias, em decorrência da pandemia de Covid-19 (Sars-CoV-2) , e transformavam as instituições em pontos de venda de drogas . Os locais de atuação eram a Baixada Fluminense e Duque de Caxias, no Rio de Janeiro.

Para efetuar a busca, autoridades da Delegacia de Combate às Drogas (Dcod), da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core) e do Departamento Geral de Polícia Especializada (DGPE) foram às ruas nesta manhã. Até às 8h40, uma pessoa havia morrido em confronto com os agentes e outras 17 haviam sido presas, de acordo com o jornal Extra .

Os policiais, durante a operação, encontraram casas que foram demolidas pelo tráfico, depois que os moradores foram expulsos por não concordarem com a atuação dos traficantes. No lugar, os criminosos se preparavam para construir prédios ilegais que seriam revendidos a preços mais baixos.

A Dcod também descobriu que a quadrilha roubava cargas e associava-se a criminosos especializados na prática desses crimes. Os ladrões recebiam armas e faziam o transporte das mercadorias roubadas no interior das comunidades, e, em troca, recebiam um percentual sobre os produtos.

“Essa é uma atividade da milícia que o tráfico adotou. A narcomilícia está atuando em Caxias com a anuência do Charles do Lixão. Eles estão com práticas antes oriundas da milícia”, disse o delegado Felipe Curi, titular do DGPE, em entrevista ao portal Extra .

De acordo com a Dcod, o chefe da quadrilha é Charles Silva Batista, conhecido como Charles do Lixão, Coroa, Charles da Vila Ideal ou Charles Brown. Apesar de já estar preso na Penitenciária Laércio da Costa Pelegrino (Bangu 1), ele continua praticando crimes, segundo a polícia.

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