Uma mulher de 20 anos arremessou o próprio filho recém-nascido do segundo andar de um apartamento localizado em Praia Grande, no litoral de São Paulo. A criança morreu e a jovem chegou a ser internada no Hospital Irmã Dulce, mas na manhã desta segunda-feira (22), foi liberada após o pedido de prisão preventiva ser indeferido pela justiça.
A jovem responde por infanticídio, mas deve fazer uma avaliação psiquiátrica para saber se, no momento em que arremessou a criança, estava em puerpério, período que altera o ânimo das mulheres após o parto. Caso os exames confirmem que a suspeita estava em perfeito estado de consciência, ela pode responder por homicídio.
"O exame já foi requisitado e, se for comprovado que ela estava sob estado puerperal, ela fica no infanticídio, que é a pena menos grave que o homicídio", esclarece Lyvia Bonella, titular da Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) de Praia Grande.
Parto escondido por medo da mãe
A suspeita é mãe de uma outra criança, de um ano e quatro meses e afirmou durante uma conversa informal com os policiais que não sabia da gravidez recente. O parto foi feito por ela mesma, sozinha, no banheiro do apartamento em que vive no bairro de Vila Caiçara. A gestação foi escondida por medo da reação da mãe, avó da criança.
O trabalho de parto teria começado por volta das 7h da quinta-feira (18), mesmo dia em que o crime aconteceu. A jovem entrou em trabalho de parto sozinha dentro de casa. A mãe da suspeita alegou na delegacia que ouviu gritos e disse que imaginou que a filha estava brigando com o neto de um ano.
Câmeras de monitoramento flagraram o momento em que ela arrasta um saco de lixo com o bebê. A ação durou cerca de 30 minutos e começou quando a criança foi atirada do segundo andar do prédio.