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Assassinatos cometidos pelo grupo podem chegar a mais de 100, segundo relatos de parentes; milícia é conhecida como Caçadores de Ganso; entenda

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Reprodução/TV Globo
Vereador Davi Brasil, preso suspeito de liderar milícia de Queimados

A Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense (DHBF), com base em investigação e cruzamento de dados e imagens sobre a atuação da milícia conhecida como Caçadores de Ganso, identificou 23 pessoas que teriam sido vítimas do grupo criminoso que atua em Queimados, na Baixada Fluminense.

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A organização foi alvo da Operação Hunter, no dia 18, que prendeu 21 pessoas, entre elas o vereador Davi Brasil Caetano (Avante), apontado como líder da milícia . No dia seguinte, três corpos foram encontrados em um poço em um sítio abandonado na área rural do município. São eles: Márcio Wagner Alves, conhecido como Japão, Ronaldo Cabral Álvares, o Coringa; e um corpo carbonizado, ainda não identificado.

A milícia de Queimados age principalmente em três condomínios do Minha Casa Minha Vida - Valdariosa, Ulysses Guimarães e Eldorado. O vereador Davi Brasil, que também é policial militar reformado, foi investigado em 2017 pelo Ministério Público estadual. Atualmente Davi Brasil exercia o papel de liderança do grupo. Ele fazia a coordenação de todos os outros integrantes e foi responsável por expandir a milícia, que começou no condomínio Ulysses Guimarães.

De acordo com a Polícia Civil, a investigação apontou que, pelo menos mais 20 mortes ocorridas nos anos de 2016 e 2017, estão associadas à mesma milícia. No entanto, os assassinatos cometidos pelo grupo criminoso pode chegar a 100, segundo relatos de parentes de desaparecidos, em depoimentos prestados no inquérito policial.

A Delegacia de Homicídios da Baixada continua fazendo levantamento e buscas para encontrar mais cemitérios clandestinos e locais onde possam estar os corpos das vítimas da milícia de Queimados.