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Agentes estavam de folga e faziam romaria para o santuário de Aparecida do Norte; motorista fugiu do local do crime, mas foi preso em Pindamonhangaba

Subtenente PM Longuini, na foto utilizando o traje o Esquadrão de Bombas, uma das especialidades do GATE, não resistiu aos ferimentos após atropelamento
Pati Bruni
Subtenente PM Longuini, na foto utilizando o traje o Esquadrão de Bombas, uma das especialidades do GATE, não resistiu aos ferimentos após atropelamento

Três policiais do Grupo de Ações Táticas Especiais (GATE) da Polícia Militar do Estado de São Paulo foram vítimas de um atropelamento no  km 104 da via Dutra, que liga São Paulo ao Rio de Janeiro na manhã deste sábado (5). O cabo Regiano Bazílio Gonçalves e o soldado Júlio César de Oliveira foram socorridos para  Hospital de Taubaté e não correm risco. O subtenente Antônio Carlos Benites Longuini, no entanto, foi arrastado por cerca de três quilômetros e não resistiu aos ferimentos. Todos eles eram pertencentes ao 4º BPchq do GATE.

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Os três policiais do GATE estavam de folga e faziam uma romaria para a  Basílica de Aparecida, em Aparecida do Norte, no momento do atropelamento. O motorista, Diego Ribeiro Garcia, de 26 anos, estava embriagado e fugiu do local do acidente, mas acabou sendo detido na cidade de Pindamonhangaba.

De acordo com testemunhas, os três policiais seguiam caminho pelo acostamento às 6h30, quando o motorista perdeu o controle do carro e invadiu a área, atropelando o trio. Ainda de acordo com transeuntes, o carro acelerou, arrastando o subtenente Longuini, que acabou morrendo por conta de um traumatismo craniano.

Trio de policiais do GATE estava de folga e fazia romaria para Aparecida do Norte no momento do atropelamento
Divulgação
Trio de policiais do GATE estava de folga e fazia romaria para Aparecida do Norte no momento do atropelamento

As outras duas vítimas, que foram socorridas no acostamento, estão internadas no Hospital de Taubaté. O cabo Regiano Bazílio sofreu fratura nas duas tíbias, enquanto o soldado Júlio César fraturou uma das pernas e sofreu escoriações. Os dois estão fora de perigo. As informações são do Major Racorti, comandante do GATE. 

"O cabo Bazílio passou por cirurgia nas duas pernas e encontra-se em quadro estável. Já o soldado Júlio César está passando por um cirurgia neste momento, mas seu quadro também é estável", disse o comandante.

Diego Ribeiro Garcia conseguiu fugir do local do crime, e foi localizado em sua casa no bairro Jardim Eloyna, em Pindamonhangaba. A placa do carro que atropelou os policiais do GATE foi encontrada no meio da rodovia, levando a PM até a residência do criminoso. 

Carro de homem que atropelou três policiais do GATE ficou com a frente destruída; ele estava embriagado
Divulgação
Carro de homem que atropelou três policiais do GATE ficou com a frente destruída; ele estava embriagado

Uma garrafa de uísque foi encontrada dentro do automóvel e o motorista foi submetido a um teste de bafômetro, que constatou sua embriaguez no momento do atropelamento . A parte da frente do carro estava destruída.

"O teste de etilômetro deu 0,68ml de álcool por litro de sangue, e o individuo foi considerado embriagado", disse Major Racorti.

Diego Ribeiro Garcia foi encaminhado para a delegacia de Taubaté após ser detido em flagrante. De acordo com a Polícia Civil, ele será autuado pelos crimes de homicídio, lesão corporal, fuga do local do crime e por dirigir sob o efeito de álcool.

Natural da cidade de Guarulhos, o subtenente Antônio Carlos Benites Longuini tinha 47 anos e ficou no GATE por nove anos e oito meses.

O que é o GATE ?

Negociadora do GATE (esq) protegida pelo time de Invasão Tática
Tenente Coronel PM Luis Augusto Pacheco Ambar
Negociadora do GATE (esq) protegida pelo time de Invasão Tática

O GATE é uma Tropa de Elite da Polícia Militar do Estado de São Paulo desenhado para intervir em crises complexas de segurança pública que envolvam reféns, sequestros e explosivos. Seu contingente é composto por atiradores de longa distância, equipes táticas de invasão de cativeiro, esquadrão antibombas e negociadores, prontos para intervir e resolver situações criminais complexas.

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Como qualquer força de elite, estes PMs operam em silêncio. Suas táticas, ações, equipamentos e treinamentos não são divulgados. Isso explica o fato de que, mesmo atuando em mais de 400 ocorrências por ano em São Paulo, envolvendo sequestros, explosivos, resgates e motins em presídios, poucas pessoas sabem de sua existência. O GATE prefere assim.


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