Um dos cartões-postais mais badalados de Roma, a Fontana di Trevi foi reaberta no fim de 2024,  após três meses de interdição para limpeza. 
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O prefeito de Roma, Roberto Gualtieri, afirmou que estava analisando uma possível cobrança de ingresso para quem quiser apreciar as famosas fontes de água da Fontana di Trevi. Os recursos auferidos ajudariam a financiar a manutenção do local.
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A Fontana di Trevi é uma das maiores atrações turísticas não só de Roma como de toda a Itália. E é um monumento que tem ligação com a superstição em busca de sorte. A visitação está limitada a 400 pessoas por vez. 
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Além de admirarem a beleza arquitetônica da monumental construção, os visitantes seguem o rito de atirar moedas nas águas que jorram de suas fontes. 

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A tradição sugere que ao jogar uma moeda com a mão direita sobre o ombro esquerdo na Fontana di Trevi o turista terá sorte para voltar a Roma. 
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Os passantes também aproveitam para rogar que desejos pessoais se realizem ao atirar as moedas. 
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As estimativas são de que diariamente as águas da fonte acumulem cerca de três mil euros - o que dá 90 mil euros por mês (cerca de R$ 560 mil, na cotação atual). 
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Em 2022, por exemplo, o total retirado do cartão-postal romano chegou a 1,4 milhão de euros (R$ 8,6 milhões). E o que é feito desse dinheiro?
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De acordo com matéria da agência Reuters, a coleta das moedas é feita por empregados da empresa de Serviços Públicos Regionais (Acea) duas vezes por semana. 
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Os encarregados de “resgatar” as moedas utilizam longas vassouras e mangueiras de sucção para realizar o trabalho.
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Placas instaladas nos arredores da Fontana di Trevi indicam que os recursos são destinados à caridade. 
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A instituição que recebe a doação das moedas é a divisão de Roma da Caritas, organização católica. 
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Após as moedas passarem por secagem e limpeza, os religiosos fazem a contagem do dinheiro, que financia um banco de alimentos, um refeitório e projetos de ação social. 
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Obra barroca do escultor romano Nicola Salvi, baseada em projeto do napolitano Bernini, a Fontana di Trevi foi inaugurada em 1735. 
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Entre as esculturas que adornam a fonte, a mais deslumbrante é a estátua de Netuno - nome romano para o grego Poseídon, o deus dos mares e oceanos na mitologia. 
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Entre junho de 2014 e novembro de 2015, a Fontana di Trevi passou por um complexo processo de restauração e ficou fechada ao público. 
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No período, a prefeitura de Roma instalou uma ponte com uma pequena fonte para que os turistas pudessem seguir praticando o rito de jogar moedas.

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A construção tem 20 metros de largura e 26 metros de altura, medidas que a fazem ser a maior fonte de Roma. 
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No cinema, a Fontana di Trevi foi cenário de famosa cena no filme “La Dolce Vita” (“A Doce Vida”), de Federico Fellini, icônico diretor italiano. 

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Na mítica cena, a atriz de Hollywood Sylvia Rank (vivida pela sueca Anita Ekberg) entra na água da fonte e convence o jornalista Marcello Rubini (Marcello Mastroianni) a copiá-la. 
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Em maio de 2023, a cidade de Serra Negra, no interior de São Paulo, inaugurou uma réplica da Fontana di Trevi. A localidade tem forte presença de descendentes de italianos e a obra é uma homenagem a esse fato. 

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