Estamos familiarizados com o termo esmalte para referir-se ao produto cosmético para as unhas. Porém, existe material com a mesma designação para material usado nos campos da técnica e da arte. O Flipar mostra a seguir as diferenças.
 Reprodução: Flipar
Na arte ou na técnica, o esmalte, chamado também de esmalte vidrado, é o resultado da fusão de vidro em pó com um suporte de metal, vidro ou cerâmica por meio do aquecimento em forno. Na fusão, o pó escorre e endurece no formato de uma camada vítrea com grande durabilidade - na foto, um mostrador de relógio Louis George com esmalte vidrado. 

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O esmaltado é, em muitos casos, um objeto de finalidade decorativa que é dotado de um revestimento de esmalte. 
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Na antiguidade, os egípcios recorriam à esmaltagem na cerâmica e em objetos de pedra nas artes decorativas. Em outras civilizações da época, a técnica era utilizada no campo da joalheria também.
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Gregos, celtas e chineses, por exemplo, também utilizaram esmalte para objetos de metal. No Império Romano, a esmaltagem servia à decoração de recipientes de vidro.
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A partir do século 19, a técnica passou a ser adotada na fabricação de produtos em série e de uso cotidiano, mormente em recipientes de cozinha.
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A maior parte do esmalte utilizado nas indústrias modernas é aplicado no aço. O material também pode ser adotado em cobre, alumínio, ferro, aço laminado a quente, ouro e prata. Na imagem, São Gregório desenhado em esmalte de Limoges sobre uma placa de cobre.


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Entre as técnicas de decoração de objetos de metal está a Cloisonné, que foi introduzida na China ainda no século 14 - na imagem, uma tigela da Dinastia Ming com esse método.  Reprodução: Flipar
Nela, tiras bem finas de metal são coladas sobre uma superfície para formar um desenho. Os compartimentos são preenchidos com esmaltes coloridos, que são comprimidos e polidos até que se chegue ao acabamento pretendido.
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Outro tipo é o esmalte de Limoges, que foi produzido na cidade francesa homônima. Aplicado geralmente em uma base de cobre. Na imagem, peças representando a via sacra com essa técnica.
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O esmalte vidrado pode ser aplicado em superfícies de prata, como neste exemplo de uma taça ornamental.  Reprodução: Flipar
O esmalte ou verniz de unha é um material utilizado para decorar e proteger as unhas. Ele pode ser aplicado em cores e texturas diversas.
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Esse esmalte tem na sua composição um polímero orgânico e outros elementos que dão e ele cor e textura.
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Há diversos tipos de esmalte de unha. Os principais são o verniz gel, o verniz cobertura espelhada e o verniz extra brilho.


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Acredita-se que a origem do esmalte de unha remonte à China antiga, da época imperial, cerca de 3.000 a.C.. Na dinastia Ming, ele era fabricado com mistura que incluía cera de abelha e goma-arábica.


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No entanto, há registros do uso também no Egito antigo, especialmente por membros da realeza. Há relatos históricos de que a famosa rainha Cleópatra tinha preferência por esmalte vermelho intenso.


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No século 20, o esmalte foi aperfeiçoado pelos processos de industrialização. Em 1925, em meio aos estudos para desenvolver tinturas para carro, foram identificadas soluções que passariam a ser usadas na fabricação dos esmaltes atuais.
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Nas décadas seguintes, grandes estrelas do cinema de Hollywood, como Rita Hayworth,  passaram a utilizar esmaltes nas unhas dos pés e das mãos, o que ajudou na popularização do produto.
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Vale ressaltar que existem esmaltes aplicados em outros segmentos. Um exemplo é o esmalte automotivo, utilizado para dar cor a veículos, peças metálicas e máquinas industriais, por exemplo.


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