Em 22 de maio é comemorado no Brasil O Dia do Abraço. 
 Reprodução: Flipar
A inspiração para a data veio do outro lado do mundo, mais precisamente na Austrália. 
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Em maio de 2004, o australiano Juan Mann passava por um momento difícil em sua vida particular e resolveu dar um basta na tristeza. 
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Na época, Mann vivia em Londres, capital da Inglaterra, e passava pelas dores emocionais do término de um noivado. Para piorar, seus pais também haviam se divorciado. 
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Diante desse contexto de rupturas familiares, o australiano decidiu retornar a Sydney, sua cidade natal, e iniciar uma campanha de abraços grátis (“free hugs”). 
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Em um shopping da capital de Nova Gales do Sul, ele decidiu distribuir abraços em estranhos a fim de disseminar afeto e promover uma visão coletiva de mundo. 
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Munido com um cartaz em que oferecia abraços gratuitos, Mann despertou a atenção de uma senhora e, na sequência, outras pessoas passaram a aceitar o ato de carinho. Reprodução: Flipar
A campanha de Mann, iniciada no dia 30 de junho de 2004, ficou conhecida mundialmente após um vídeo da atitude viralizar por meio do Youtube. Ele tornou-se uma celebridade instantânea. 
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Matéria do jornal britânico The Guardian contou que a fama de Juan Mann teve um desfecho negativo. 
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Descontente por não receber nenhuma remuneração pelos milhões de visualizações do vídeo, o australiano optou pela reclusão e não quis mais falar do assunto. 
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Um videoclipe da campanha com a banda de rock alternativo Sick Puppies, liderada por Shimon Moore, tocando “All The Same” teve mais de 50 milhões de reproduções.
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“A gente teve uma briga por causa de grana. Ele contratou advogados e mudou quando ficou famoso. Ao menos, a causa ficou maior que uma pessoa”, declarou Moore. 
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O Dia do Abraço tem datas diferentes no mês de maio mundo afora, mas a causa é a mesma: distribuir afeto. 
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O abraço, uma das formas mais conhecidas de demonstração de afeto, traz benefícios emocionais e psicológicos, segundo especialistas. 
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Estudos indicam que o abraço pode aliviar dores emocionais, auxiliando também na melhoria da saúde mental. 
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Estudo publicado em 2014 na revista científica “Psychological Science” apontou que o abraço atenua efeitos do estresse, da depressão e também da ansiedade. 
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Outro estudo, conduzido pela Universidade de Viena, na Áustria, indicou que pode até mesmo haver redução da pressão arterial e melhoria da memória em pessoas que costumam abraçar pessoas do círculo de confiança. 
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Esses benefícios seriam oriundos da liberação de ocitocina no sangue. O hormônio é gerado no hipotálamo e já foi chamado de “hormônio do amor”, pelas sensações positivas que promove. 
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Além do abraço, exercícios físicos e atividades como o canto também liberam ocitocina, provocando bem-estar. 
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Já um estudo divulgado no periódico acadêmico “Journal os Social and Personal Relationships” demonstrou que abraçar, assim como dar as mãos, fortalecem o relacionamento entre casais. 

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