Nova República: entenda o período de transição da ditadura para democracia
Redação EdiCase
Nova República: entenda o período de transição da ditadura para democracia

A Nova República, também conhecida como Sexta República Brasileira, teve início em 1985 e se estende até os dias atuais. Essa fase foi, e ainda é, caracterizada pela ampla democratização da política e pelas tentativas de estabilização econômica e teve início em 1985, com o fim da ditadura militar. 

Contudo, essa fase já vinha ganhando forma entre 1983 e 1984, quando a população brasileira saiu às ruas pressionando o legislativo para aprovar a volta das eleições diretas para presidente, em uma campanha que ficou nacionalmente conhecida como “Diretas Já”. Apesar da campanha não ter sido aprovada, ela foi um importante passo para a conquista da democratização política.

Primeiro presidente da Nova República 

Tancredo Neves, o primeiro presidente da Nova República, foi eleito indiretamente. Apesar disso, o político do MDB (Movimento Democrático Brasileiro) era muito querido pela população, pois participou ativamente das “Diretas Já”. Contudo, Tancredo Neves não chegou a assumir a liderança do país, pois morreu pouco tempo antes da cerimônia de posse nacional. Em seu lugar, o vice-presidente José Sarney, também pertencente ao MDB, assumiu a presidência.

Primeiros passos da Nova República 

As principais ações do governo de Sarney (1985-1990) envolveram o Plano Cruzado (conjunto de medidas econômicas), a promulgação da nova constituição e a aproximação com a Argentina, o que futuramente resultou na formação do Mercosul. 

Conturbado governo Collor 

Com o fim do governo de Sarney, Fernando Collor, pertencente ao PRN (Partido da Reconstrução Nacional) assumiu a presidência em 1990. Seu mandato foi marcado pelo confisco das poupanças e inúmeros casos de corrupção. Em 1992, Collor sofreu um impeachment e seu vice, Itamar Franco, também pertencente ao PRN, assumiu a liderança do país.

Governo Itamar Franco e o Plano Real 

O principal destaque do governo de Itamar Franco (1992-1994) foi o Plano Real (conjunto de reformas para a estabilização econômica), liderado pelo Ministro da Fazenda Fernando Henrique Cardoso. Essa ação resultou na quebra da inflação nacional , que já se mantinha em alta por vários anos.  

Dois mandatos de Fernando Henrique Cardoso 

Após o sucesso do Plano Real, Fernando Henrique Cardoso conseguiu popularidade o suficiente para se candidatar à presidência e, em seguida, ganhar as eleições. Em 1995, Fernando Henrique, pertencente ao PSDB (Partido da Social-Democracia Brasileira), assumiu o seu primeiro mandato. 

Apesar do primeiro governo de Fernando Henrique Cardoso, também conhecido como FHC, ter sido marcado pelo aumento de impostos e pelo corte nos gastos públicos , alguns programas sociais criados por ele, como “Bolsa-escola”, “Bolsa-alimentação” e “Auxílio-gás”, conseguiram garantir sua reeleição. O segundo mandato de FHC (1999-2002) foi marcado pelo aumento do custo de vida para a população e uma má gestão no setor energético, que teve como consequência “a crise do apagão” (severo racionamento de energia). 

Governo Lula 

Em 2003, Luís Inácio Lula da Silva, pertencente ao PT (Partido dos Trabalhadores), subiu ao poder. Seu primeiro mandato foi caracterizado pela baixa inflação , redução do desemprego, maior crescimento no salário-mínimo, recorde na produção automobilística e a criação de diferentes programas sociais e educacionais.

Com essas grandes conquistas, Lula conseguiu se reeleger (2007-2010). Seu segundo mandato foi caracterizado pelo crescimento dos níveis de escolarização, controle da inflação, investimentos em saneamento básico e a entrada do Brasil no Bric (Bloco de Países Emergentes).

Primeira mulher presidente do país 

Em 2011, foi eleita a primeira mulher presidente do país. Dilma Rousseff, também pertencente ao PT, entrou como sucessora do governo Lula. O primeiro mandato de Dilma (2011-2014) foi marcado pela continuação dos programas sociais criados por Lula. Durante seu primeiro governo, Dilma enfrentou uma recessão econômica mundial. Com isso, a economia nacional foi duramente afetada, e a então presidente recebeu duras críticas. 

Esses julgamentos aumentaram ainda mais em junho de 2013, quando a população saiu às ruas para protestar contra o aumento das tarifas das passagens do transporte público. Mesmo com tais críticas e manifestações, Dilma foi reeleita em 2015. Contudo, em 2016, a primeira mulher presidente do país sofreu um impeachment, com acusações de crimes de responsabilidade fiscal. Posteriormente, ela foi inocentada.  

Governo de Michel Temer

Após Dilma sofrer um impeachment, seu vice, Michel Temer, pertencente ao MDB, assumiu a liderança do país (2016-2018). Os dois anos do governo Temer foram marcados por diversas medidas econômicas , como o controle dos gastos públicos, a reforma trabalhista e a liberação da terceirização para diferentes atividades.

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