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Além de postar, sem o consentimento da parceira, um vídeo íntimo em grupo do Facebook, o australiano ainda ofendeu a mulher na legenda da publicação

Além de publicar vídeo fazendo sexo em grupo do Facebook sem consentimento da parceira, ele ainda xingou a mulher na postagem
Daily Mail
Além de publicar vídeo fazendo sexo em grupo do Facebook sem consentimento da parceira, ele ainda xingou a mulher na postagem

Um australiano publicou, em um grupo do Facebook, um vídeo em que ele mesmo aparece fazendo sexo com uma mulher. A filmagem foi publicada no fim do mês de maio e vem causando revolta nas redes sociais.

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Além de postar o vídeo fazendo sexo  no grupo, cujos integrantes são apenas homens, ele ainda escreveu a seguinte legenda: “qual foi a maior baleia que vocês já abateram? Eu passei por uma fase complicada e parei nesse monstro de 130 quilos”.

Segundo Hayden Brien, um homem que resolveu se posicionar contra o australiano, dentro do grupo, não houve nenhuma manifestação de repúdio ao vídeo.

O grupo conta com mais de 14 mil membros. Nenhum deles pensou em defender a mulher exposta pelo vídeo e ofendida pelo autor da publicação. Nos mais de 103 comentários da publicação, muito pelo contrário, era possível encontrar declarações misóginas e de apoio ao australiano.

Ao denunciar o caso em sua própria página na mesma rede social – em uma publicação pública, com tarjas, preservando a identidade da mulher e expondo o australiano ao ridículo –Brien, que conseguiu superar 1.300 compartilhamentos, conta que tentou reportar a publicação para o Facebook , e segundo eles, o vídeo não vai contra os Padrões da Comunidade, por isso não foi excluído do grupo em questão.

Crime recorrente

Casos em que mulheres são expostas na internet não são raros, e acontecem desde declarações difamatórias, divulgação de fotos íntimas sem autorização e publicações não consentidas de relações sexuais, até casos de estupros.

Foi o que aconteceu com uma indiana de 40 anos, que em 2016, cometeu suicídio logo após um vídeo do estupro coletivo do qual foi vítima ter sido compartilhado pelo WhatsApp .

Após protestos liderados por profissionais de saúde que atuam nas vilas vizinhas a que Geeta* morava, três homens foram presos pelo estupro da mulher e pela produção e circulação do vídeo.

Mas em seu próprio vilarejo, a revolta com a morte ainda é silenciada pelos questionamentos sobre sua honra.

Mesmo o marido de Geeta, que ficou sabendo do vídeo pelos vizinhos, afirma que sua principal suspeita é de que ela tenha feito algo para encorajar o ataque.

Tratando-se de um caso de estupro, vídeo de sexo publicado sem consentimento ou divulgação de imagens íntimas, é importante lembrar que a culpa nunca é da vítima.

*O nome Geeta é fictício.

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