
A chamada “língua vermelha” , termo usado para descrever a extensa área de aquecimento do Oceano Pacífico associada ao El Niño , está se expandindo em um ritmo extraordinário e começa a avançar para um cenário ainda pouco conhecido por cientistas.
Um dos fatores que aumentam a preocupação é que o fenômeno já apresenta temperaturas recordes mesmo antes de atingir seu pico, previsto para ocorrer entre novembro e dezembro deste ano. A expectativa é de que o El Niño continue atuando até fevereiro de 2027.
Diante desse cenário, que preocupa cientistas e meteorologistas de diferentes partes do mundo, a Organização Meteorológica Mundial (OMM) emitiu um alerta e afirmou que, em conjunto com a Organização das Nações Unidas (ONU), intensificou os esforços de preparação para os possíveis impactos do fenômeno.
O que é a “língua vermelha”?

A expressão “língua vermelha” faz referência à aparência da área de aquecimento do Oceano Pacífico nos mapas meteorológicos durante episódios de El Niño.
O fenômeno ocorre quando as águas da região central e leste do Pacífico equatorial ficam mais quentes do que a média. Nos mapas que representam as temperaturas do oceano, essas áreas de aquecimento costumam aparecer em tons de laranja e vermelho.
Em episódios classificados como Super El Niño, quando o aquecimento das águas do Pacífico equatorial ultrapassa 2°C acima da média , a área aquecida pode se tornar extensa e alongada, avançando pelo oceano desde a região próxima à Ásia até a costa da América do Sul. A configuração visual pode lembrar uma grande língua de fogo, dando origem à expressão.
Outros episódios de El Niño
Os episódios de El Niño mais intensos já registrados ocorreram nos períodos de 2015–2016, 1997–1998 e 1982–1983.
O fenômeno pode provocar alterações significativas no padrão climático de diferentes regiões do planeta. Entre os impactos associados a episódios de El Niño estão chuvas intensas e inundações, além de condições favoráveis a incêndios florestais e deslizamentos de terra em algumas áreas.